sábado, 24 de julho de 2010

PROTACÇÃO CIVIL CONTINUA SEM RASTOS DO AVIÃO DA "CHICOIL"

As autoridades aeronáuticas angolanas continuam por desmistificar os mistérios em torno do avião B200 do Grupo Chicoil, desaparecido desde o dia 21 de Maio, apesar de todo o esforço desenvolvido até ao momento e sem uma solução à vista.

A caminho de completar dois meses desde o desaparecimento do B-200, ainda não existe um horizonte temporal para cessarem-se as buscas, revelou a O PAÍS, o director do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos, o engenheiro Luís António Solo.

Por outro lado, a fonte disse que aquele órgão contínua a aguardar que as instâncias superiores aprovem o plano de operações de buscas em águas profundas, conforme tinha anunciado exclusivamente a este Jornal há cerca de um mês.

O plano implica um grande esforço nas mais variadas vertentes, incluindo, desde já, o recurso à mão de-obra qualificada, com apoio de alta tecnologia, capaz de responder aos desafios que a presente situação coloca, representando uma das últimas esperança dos órgãos envolvidos nas buscas para localizarem o avião.

Esta diligência decorre da ausência de resultados satisfatórios nas acções de busca e salvamento já efectuadas, tendo em consideração a presente fase de aflição, situação que ocorre quando se tem a certeza de que uma aeronave e os seus ocupantes estão sob perigo iminente que requer assistência imediata.

Desapareceu há dois meses

O avião B-200 matrícula D2-FFT propriedade da Chicoil desapareceu dos radares da torre de controlo do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, local onde deveria aterrar à 00:30 minutos, na noite do dia 21 de Maio.

A aeronave era proveniente de Ponta Negra, República do Congo-Brazzaville, aonde a tripulação se havia deslocado em serviço de evacuação médica, conforme atesta a informação do dossiê que autorizava o despacho do voo. A aeronave desapareceu após manter um último contacto com a torre de controlo às 00:20 minutos quando reportou 30 milhas náuticas ao passar o nível de voo FL119 (11900 pés de altitude), sendo autorizada a descer para a altitude de 3000 pés para uma aproximação por instrumentos ILS, instruções que a tripulação confirmou através do procedimento aeronáutico conhecido em inglês por reedback.

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