terça-feira, 19 de outubro de 2010

SEPARAÇÃO DOS BEBES SIAMESES É INVIAVEL


Os bebés siameses angolanos internados no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, não podem ser separados por terem o coração e o fígado em comum, anunciou ontem o hospital.
Segundo a agência Lusa, novos exames realizados em Portugal aos bebés siameses, nascidos na província angolana do Kwanza-Sul, revelaram que a operação para a sua separação é impossível por possuírem o coração e o fígado em comum, afirmou o Conselho Científico do Hospital Dona Estefânia, onde os bebés se encontram internados desde a semana passada.
“Os gémeos siameses vindos de Luanda para avaliação clínica com o objectivo de separação, foram submetidos a diversos exames complementares de diagnóstico durante o fim-de-semana e avaliados por uma equipa multidisciplinar, constituída por várias especialistas”. Face aos resultados obtidos, “o hospital lamenta informar que a separação é inviável, no estado actual do conhecimento científico".
Os exames realizados dão conta, ao contrário dos primeiros realizados em Angola, que as crianças unidas pelo tórax e abdómen têm o mesmo coração e fígado.
Os bebés, do sexo masculino e filhos de camponeses, nasceram em Agosto no Kwanza-Sul e foram transferidos para o Hospital Pediátrico de Luanda para serem separados.
Os exames preliminares efectuados nessa unidade hospitalar indicavam que os mesmos tinham o fígado e o coração independentes, restando dúvidas quanto aos intestinos.
Uma nota do departamento de saúde da Embaixada de Angola em Portugal informa que os bebés têm o regresso previsto para amanhã.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CPLP - VÍDEO DE ANGOLA

"THE HALLO TRUST" IDENTIFICA NOVOS CAMPOS MINADOS NO BIÉ


A organização não governamental britânica “The Hallo Trust” detectou, durante o terceiro trimestre deste ano, na província do Bié, quatro novos campos minados e armadilhados com diversos engenhos explosivos não detonados.
O facto foi revelado ontem, no Kuito, pelo chefe-assistente das operações da referida ONG, Cristóvão Alfredo, tendo frisado que as áreas estão localizadas nos arredores da sede do município do Kunhinga, na comuna do Cutato (Chinguar) e na reserva fundiária da capital biena.Cristóvão Alfredo acrescentou que, neste momento, está já em curso a sinalização dos perímetros, por forma a serem evitados eventuais acidentes.
Perante sinais que indicam perigo de minas, aconselhou a população a não penetrar nas referidas áreas, assim como a não retirar os referidos indicativos.
Recordou que a “The Hallo Trust” realiza trabalhos de desminagem nos municípios de Chitembo, Kuito, Andulo e Kunhinga.


LUANDA E MAPUTO COM TRES VOOS SEMANAIS


A rota Luanda-Maputo-Luanda terá mais um voo semanal da LAM-Linhas Aéreas de Moçambique, a partir do dia 3 de Novembro de 2010. Com esta nova oferta, a companhia de bandeira nacional moçambicana passará a efectuar três voos semanais para Maputo.
O terceiro voo será efectuado às quartas-feiras e está integrado no novo horário da LAM, concebido em concordância com a IATA, entrando em vigor no dia 31 de Outubro. Este voo também vai permitir aos passageiros terem mais opções para se deslocarem entre os dois países, de modo a capitalizar as oportunidades de negócio e turismo existentes.
O fluxo entre Angola e Moçambique está a crescer com os voos da LAM, sendo este um factor de ligação rápida entre os dois países. Até Setembro de 2010, a rota Luanda-Maputo-Luanda superou as expectativas em número de passageiros transportados a bordo da moderna aeronave da LAM, a Embraer 190, com capacidade para 93 passageiros (nove na classe executiva e 84 na económica).
Recentemente, o embaixador de Moçambique em Angola, António Matonse, garantiu que os vistos de entrada nos dois países serão futuramente abolidos, de forma a aumentar as hipóteses de negócios e incentivar o turismo.

sábado, 16 de outubro de 2010

DISCURSO SOBRE O ESTADO DA NAÇÃO PROFERIDO POR JOSE EDUARDO DOS SANTOS

SENHOR PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL, CAROS DEPUTADOS, SENHORES MINISTROS, ILUSTRES CONVIDADOS, MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES,

(I - Introdução)

Proferir um discurso sobre o Estado da Nação nesta cerimónia solene de abertura do Ano Parlamentar da Assembleia Nacional é um privilégio e um dever que cumpro com prazer, nos termos da Constituição da República.
Procurarei retratar os constrangimentos vividos em 2009, por causa da crise financeira internacional, e abordarei as políticas e medidas adoptadas para a enfrentar, para normalizar a situação e para promover o desenvolvimento sustentado, com vista a uma melhor distribuição da riqueza, à melhoria da qualidade de vida e à satisfação crescente das necessidades espirituais e materiais dos cidadãos.
Também tratarei de aspectos gerais que visam projectar a República de Angola no concerto das Nações, como um país com ambição para se tornar moderno, forte e capaz.
Somos uma Nação independente que ao longo dos seus trinta e cinco anos de existência comprovou que tem sabido concretizar paulatinamente os sonhos do seu povo e os seus desejos mais profundos, com determinação, coragem e vontade de vencer.
Mesmo nos momentos mais difíceis, o povo angolano não se deixou vergar pelo desânimo, pelo desespero ou pelo pessimismo.
Pelo contrário: foi precisamente nesses momentos que ele se ergueu, levantando a cabeça, ganhando forças e partindo firme e unido rumo à vitória. Com essa atitude conquistámos a Independência, a Democracia e a Paz. Com essa atitude consolidámos a Unidade Nacional e começámos a Reconstrução do país.
Hoje e agora outros desafios se nos apresentam, como a construção do desenvolvimento e do bem-estar, o controlo da imigração ilegal e das nossas fronteiras, etc.
Apesar dos previsíveis obstáculos, não há dúvidas que também desta vez havemos de triunfar. Não há metas impossíveis na trajectória de um povo quando ele se propõe lutar com fé, realismo e abnegação. Acreditando em nós próprios e nas nossas capacidades já desbravámos meio caminho para o sucesso!
O resto do percurso depende da nossa clarividência política, da definição correcta dos objectivos, do planeamento das acções, da organização do trabalho e do método a empregar para o cumprimento das nossas tarefas. Depende igualmente dos recursos humanos, financeiros e materiais com que podemos...http://www.cubataworldphotos.com/viewtopic.php?f=180&t=696&start=90

MINISTRO DA CONSTRUÇÃO DESENVOLVE PERCERIAS

O segundo dia da oitava edição da Constrói Angola ficou marcado pela longa visita do ministro do Urbanismo e Construção, José Ferreira, e os secretários de Estado do Urbanismo e Habitação, Joaquim Silvestre e José Joanes André, secretário de Estado da Construção.
Ontem, o ministro percorreu os três pavilhões, tendo-se inteirado junto dos expositores dos produtos apresentados na feira que gira em torno do tema “Construímos o Futuro movidos por um sonho” e onde é possível às empresas divulgarem os seus produtos e serviços e estabelecerem parcerias.
A meio da visita guiada aos stands, que teve como objectivo perceber as dificuldades que vão encontrando os vários expositores, José Ferreira destacou o crescimento que o país tem vindo a registar, apesar de o ano de 2009 ter sido menos favorável em todo o mundo e em particular para Angola.
“Estamos em fase de crescimento mas tivemos um ano de 2009 que não foi muito bom. Neste momento, está-se num processo de liquidação da dívida que o Governo tem para com o sector empresarial privado e alguns empreiteiros”, disse, considerando que o país está no bom caminho. É de todo o interesse para o Ministério visitar demoradamente os stands, considerou o titular da pasta do Urbanismo e Construção. Apesar de as empresas expositoras não serem construtoras, expõem material de construção que, em certa medida, contribuem para a redução dos custos da construção. “As parcerias que fazemos com as empresas produtoras de material de construção são sempre bem vindas. É necessário incentivá-las para que produzam material de construção em quantidade e qualidade”, referiu
Relativamente a produtos imobiliários, a feira dos materiais de construção tem uma pequena representação, com algumas empresas a exporem projectos já em curso.

TROCA DE PASTAS NO MINISTERIO DO INTERIOR

O comissário Sebastião Martins, actual ministro do Interior, já trabalha no seu novo posto. É um homem que conhece bem a casa e para ele nada será novidade. Mal tomou o assento, fez questão de sublinhar que uma das suas prioridade vai para o combate implacável à imigração ilegal, o melhoramento e ampliação do parque carcerário, a requalificação e edificação de novas infra-estruturas e respectivos equipamentos, a requalificação e uso racional dos meios disponíveis. O brinde de apresentação no Ministério do Interior aconteceu dois dias depois da tomada de posse, no Salão Nobre do Palácio Presidencial. O acto foi testemunhado por altas patentes da Polícia Nacional e por trabalhadores civis do órgão. Sebastião Martins nasceu em Luanda, 4 de Abril de 1961, é casado e pai de três filhos. Licenciado em Gestão pela Universidade Aberta de Lisboa, é especialista em Gestão aplicada às Administrações Públicas pela Universidade Politécnica de Madrid, diplomado em Alta Direcção de Inteligência e Segurança, em Israel, e em aperfeiçoamento sobre a Continuidade de Serviço do Estado, na Escola de Arte e Estudo Internacional de Paris. Pós graduado em Segurança Nacional pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.


MILHARES DE CASAS EM CONSTRUÇÃO NA CAALA E TCHIPIPA

Pelo menos 12 mil casas sociais são construídas em 2011, nas reservas fundiárias da comuna da Tchipipa e no município da Caála. A informação foi divulgada no Huambo, pelo secretário de Estado da Habitação, Joaquim Silvestre.
Depois de ter visitado as reservas fundiárias, o secretário de Estado disse que o projecto vai beneficiar cidadãos que têm emprego fixo e acesso ao crédito bancário. O projecto insere-se no âmbito do programa nacional de habitação do Executivo, que visa a construção de um milhão de fogos habitacionais em todo o país.
As obras na comuna da Tchipipa e nos municípios da Caála e Bailundo foram adjudicadas a uma construtora israelita. Depois do levantamento topográfico, disse Joaquim Silvestre, “o projecto prossegue o seu curso normal, de acordo com os parâmetros traçados pelo Ministério do Urbanismo e Construção”.
O secretário de Estado da Habitação considerou as condições dos terrenos propícias para a construção, por estarem numa área plana, que facilita as obras, principalmente de casas sociais. Para o êxito das obras, foram criadas na província representações de vários ministérios: Administração do Território, Finanças, Urbanismo e Construção, Energia, Águas e Ambiente, todos empenhados no processo. O secretário de Estado da Habitação disse que, para o avanço do programa habitacional, foram revistos os contratos, há um mês, com a empresa construtora, para a construção das casas sociais e os apartamentos. A reserva fundiária da Tchipipa tem uma área de 1.150 hectares, onde vão ser erguidas seis mil casas. No município da Caála também vão ser construídas seis mil casas, num espaço de 1.612 hectares.

Postos de saúde

O sector da Etanha, comuna do Tchiumbo, município do Catchiungo, precisa com urgência de centros e postos de saúde, para reduzir as distâncias que percorrem diariamente as populações em busca de assistência, segundo o soba António Tchipale.
“As populações caminham a pé mais de 20 quilómetros para chegarem à sede da comuna, onde se encontra o centro de saúde”, disse o soba António Tchipale, responsável pelas aldeias de toda a regedoria do sector do Etanha.
O sector da Etanha não dispõe de nenhuma infra-estrutura sanitária e muitas vezes, de acordo com o soba, as mulheres grávidas, para fazerem consultas, fazem muitos sacrifícios e as parturientes são levadas em tipóia. Acrescentou que as doenças mais frequentes no sector são as diarreias e a malária.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PREMIO SONANGOL DA LITERATURA PARA CABO-VERDIANO

O escritor e antropólogo cabo-verdiano João Lopes Filho, que concorreu sob o pseudónimo Osagyeto Moisés, foi o vencedor do Prémio Sonangol de Literatura, edição 2011, com o livro “Percursos e Destinos”, foi ontem anunciado em Luanda.
Estiveram 51 obras a concurso, de escritores de todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). O júri, composto por representantes das instituições de escritores desses países, da Sonangol, e do Ministério da Cultura, deliberou por unanimidade a entrega do prémio à obra vencedora, pelo audácia, pormenor descritivo e qualidade formal com que retracta o percurso da insularidade, e os processos políticos, sociais, culturais de um determinado período histórico da vida do povo cabo-verdiano.
Em cerimónia realizada no edifício sede da Somangol, foi igualmente anunciado a entrega de menções honrosas ao livros “Laço de Aço Lasso”, do escritor angolano Jordão Augusto Trajano, de pseudónimo “Serafim”, por obra constituir uma excelente partitura literária plasmada em sonetos. Outro livro que mereceu menção honrosa foi “Filho do Planalto”, do escritor moçambicano Zé Chibadura, pela coerência interna do seu conteúdo, pertinência, cristalização de formas, estilo, e pelo facto de permitir uma leitura lúdica.
Osagyeto Moisés recebe 50 mil dólares pelo prémio. Na edição anterior o valor era de 25 mil. As duas obras que distinguidas com menção honrosa recebem um diploma de mérito. Os prémios são entregues no dia 25 de Fevereiro de 2011, data em que a Sonangol faz 35 anos. O administrador da Sonangol e presidente da Comissão de Gestão do Prémio Sonangol de Literatura, Fernando Roberto, fez a oferta simbólica de cinco computadores ao representante da União Nacional dos Escritores da Guiné-Bissau, Francisco Conduto de Pina.
O júri foi formado por Corsino Fortes (presidente), representante de Cabo Verde, Cornélio Caley, em representação da Sonangol, António Fernandes da Costa (Ministério da Cultura), Manuel Muanza (UEA), Frederico dos Anjos (São Tomé e Principe), Francisco de Pina (Guiné-Bissau), e Carlos Paradora (Moçambique).

ELSA BÁRBER NA DEFESA DOS CONSUMIDORES

A directora-geral do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), Elsa Bárber, considerou na quarta-feira, em Luanda, haver no país uma relação de consumo desequilibrada, na qual o fornecedor de bens e serviços ainda aparece com alguma superioridade.
Em declarações à imprensa, à margem do seminário sobre boas práticas no manuseamento dos alimentos, inserida no âmbito do Dia Mundial da Alimentação que amanhã se assinala, afirmou que apesar do trabalho já desenvolvido pela instituição, as coisas não mudam de um dia para outro. “Há práticas enraizadas, mas nós com as nossas campanhas estamos a tentar mudar essa situação”. Segundo Elsa Bárber, determinadas empresas não respeitavam o INADEC quando eram autuadas e até se davam ao luxo de não pagarem as multas, o que é uma fuga ao fisco. A responsável apelou aos fornecedores de produtos a zelarem pela aplicação de boas práticas de higiene na comercialização dos bens alimentares, tendo sempre em vista que o mau manuseamento influencia a sua qualidade.
Para ela o seminário reveste-se de grande importância, uma vez que permite aos trabalhadores adquirirem noções práticas sobre a comercialização de produtos, higiene, manuseamento, conservação de alimentos e controlo de pragas.
O INADEC visa, entre outros aspectos, assegurar que os bens e serviços postos à disposição dos consumidores satisfaçam as suas legítimas aspirações de consumo e ajudar as empresas a serem mais competitivas quanto à qualidade e aos preços dos bens e serviços.
Por seu turno, Marcelino Caminha, secretário-geral da Associação da Defesa do Consumidor (ADECOR), disse à Angop considerar o fornecedor como o elemento mais preocupante para a associação, por ter a responsabilidade directa e individual na qualidade dos produtos, garantindo o acondicionamento, a manipulação, o armazenamento e a conservação dos produtos.
“O primeiro defensor do consumidor é o próprio consumidor, porque ele deve reclamar de forma directa junto do fornecedor para resolução mais rápida do conflito e só depois é que deve reclamar, denunciar e recorrer ao apoio dos organismos oficiais e particulares e aos tribunais para fazer valer os seus direitos”, salientou o secretário da ADECOR.

PORTUGAL EM CRISE - ADMINISTRADORES DE EMPRESAS PUBLICAS AUMENTADOS MAIS DE 50%

Com o País a braços com uma crise, o Governo deu aumentos milionários às administrações de três empresas estatais, todas elas com prejuízos. Os presidentes e os vogais da Carris e da CP viram os respectivos vencimentos aumentados em mais de 50%, enquanto no porto de Lisboa as actualizações rondaram os 30%. A situação foi denunciada ontem por Marques Mendes, ex-líder do PSD.

José Manuel Rodrigues, presidente da Carris, foi quem teve o maior aumento salarial, 65%, passando a receber 6923,26 euros. A mesma percentagem de subida tiveram os vogais da empresa de transportes públicos que ficaram a auferir 6028,52 euros. Em 2008, a Carris apresentou um prejuízo de 17 milhões de euros e em 2009 esse montante ascendeu aos 41 milhões de euros.

Na CP, os prejuízos ascenderam em 2008 aos 190 milhões de euros, mas isso não impediu a actualização do vencimento de José Benoliel em 52%, para 7225,60 euros. Os vogais da administração viram os seus salários aumentados em quase 60% para 6719,81 euros. A actualização ocorreu em Julho de 2009, tendo, no final desse ano, a CP apresentado prejuízos de 217 milhões de euros.

Na Administração do Porto de Lisboa, os aumentos foram menores, mas igualmente milionários. Natércia Cabral, a presidente, passou a ganhar 6357,48 euros e os vogais 5438,52 euros, uma subida de 34% e de 29%, respectivamente.

Para o antigo líder do PSD, que falava no seu comentário semanal na TVI24, o contraste destes aumentos com o ano de crise que o País atravessava – e ainda atravessa – "é escandaloso". Aumentos que em muito contrastam com a redução de 10% que estes salários sofrerão no próximo ano de acordo com a proposta do Governo para a Administração Pública.

Fonte: correio da manha

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PROJECTO ALDEIA NOVA NO WAKO KUNGO

MAMUKUENO APRESENTA DISCO AOS FÃS

José Matias "Mamukueno" promoveu no último fim-de-semana no largo do comando da 8ª Região Militar, em Ndalatando, uma sessão de venda e autógrafo dos seus dois últimos discos "Eza Kungiambela" e "Tambuleno", num acto muito concorrido durante o qual o músico comercializou mais de 80 exemplares.
O artista disse ao Jornal de Angola que escolheu aquele local militar por ter começado a sua carreira nos campos de batalha, nos anos 60, quando cumpria o serviço militar obrigatório. Mamukueno gravou o seu primeiro disco, "Eza Kungiambela", na década de 80, para homenagear o pai, após a morte deste. O disco de estreia teve uma boa aceitação por parte do público, o que incentivou novos patrocinadores e possibilitou a gravação do segundo álbum, "Tambuleno".
Durante a sessão em Ndalatando, Manukueno brindou os fãs com as suas músicas mais conhecidas, como "Tambulemo", "Eza Kungiambela", "Ndalatando" e "Ngasakidila".
O kudurista The Game Wala, que também esteve no fim-de-semana em Ndalatando, disse ao Jornal de Angola que vai começar, em breve, a gravação do seu segundo disco, intitulado "Bons Ventos".
Durante um espectáculo realizado no Cine do Comando da 8ª Região Militar, o músico, acompanhado pelos seus bailarinos, apresentou novas danças, como "Galinha" e "Troca tudo", assim como as actuais "Karga" e "Kassumuna".
O músico frisou que para esta empreitada discográfica vai contar com os préstimos de Mister K na composição das músicas e com a participação de conceituados músicos nacionais, como Yuri da Cunha, no ritmo tarraxinha com mistura de kuduro, bem como de Puto Português e de um cantor congolês, cujo nome não avançou.
The Game Wala disse estar marcado, para o próximo dia 22 de Novembro, um espectáculo no Cine Atlântico de apresentação do seu primeiro disco, "É Karga".

DESAFIOS NA EDUCAÇÃO EM ANGOLA

O Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) realiza hoje e amanhã, em Luanda, as oitavas Jornadas Científico-Pedagógicas, sob o lema "O ISCED e os desafios da educação em Angola".
As jornadas têm como propósito discutir ideias em torno do desenvolvimento da educação, no geral, e da educação superior, em particular, no nosso país. Uma nota de imprensa da instituição académica, da Universidade Agostinho Neto, indica que as jornadas vão identificar as principais tendências do desenvolvimento da educação superior, que possam contribuir para a construção de um futuro melhor.
A troca de experiências e a apresentação de resultados de investigação relacionadas com o aperfeiçoamento da educação nos diferentes níveis de ensino e a política de formação de professores são assuntos que vão estar em discussão pelos participantes.
A promoção da disseminação do uso das tecnologias de informação e comunicação profissional e das investigações pedagógicas vão igualmente ser abordados pelos académicos.
Além disso, o encontro vai permitir examinar, de maneira crítica e inovadora, os novos desafios que se apresentam ao ISCED, nas actuais circunstâncias de reorganização, unidade e desenvolvimento da ciência e da educação superior no país.

AFONSO PEDRO CANGA DEFENDE PARCERIAS COM PRIVADOS

O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Afonso Pedro Canga, defendeu recentemente, na cidade do Huambo, a necessidade da promoção de parcerias público-privadas, para implementação de projectos agro-pecuários de larga escala, com vista a aumentar a oferta de produtos alimentares em tempo útil.
Pedro Canga fez esta afirmação durante o encerramento do Conselho Consultivo daquele Ministério, que decorreu até ao passado fim-de-semana, na comuna da Calenga, município da Caála. Para o êxito da parceria em referência, o ministro assegurou que, no âmbito do programa do Executivo, estão a ser criados programas que visam a revitalização das empresas pesqueiras, por via da iniciativa privada, com o apoio do Estado angolano.
Para tal, segundo o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, foram traçadas orientações pelo Chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos, que definem claramente as políticas que deverão ser executadas pelo sector, para que os objectivos posam ser atingidos até 2012.
O sector agro-pecuário, que cresceu 29 por cento em 2009, encontrando-se entre os que mais cresceram juntamente com o das pescas, tem como meta, para o ano agrícola de 2010/2011, atingir os 70 por cento e contribuir para a erradicação da fome e da pobreza no país.
As preocupações com as populações, no que diz respeito à alimentação, emprego e à melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais foram os principais temas debatidos no Conselho Consultivo.

ENERGIA DO GOVE NA REGIÃO CENTRO

O presidente do conselho de administração da Empresa Nacional de Energia (ENE), Fernando Barros, assegurou no sábado, no Cuito, que a província do Bié poderá beneficiar da energia da barragem do Gove, a partir de Outubro do próximo ano.
Nesta altura, está em curso a construção dos postes de transporte, que já chegou ao município do Chinguar, localidade que faz fronteira com o Huambo pelo município de Catchiungo.
Enquanto a energia da barragem do Gove, localizada no Huambo, não chegar ao Bié, a capital desta parcela do país será abastecida com corrente eléctrica a partir de uma central térmica que está a ser montada na localidade de Caluapanda, arredores do Cuito.
Este empreendimento, segundo o PCA da ENE, terá uma capacidade de dez megawatts e prevê-se que a central térmica entre já em funcionamento no mês de Dezembro.
Quanto à rede de distribuição, no âmbito da linha de crédito da China, Fernando Barros disse que este projecto pode ser incluído no programa de ampliação e remodelação das linhas BT e VT para que se consiga suportar a corrente da nova central do Caluapanda e da barragem do Gove. O responsável informou que, no quadro da expansão da corrente eléctrica, nas novas zonas de construção serão montadas linhas nos arredores da cidade, para permitir o fornecimento de energia às mesmas áreas, de modo a torná-las independentes das actuais linhas.
A nova central do Caluampanda vai beneficiar mais de 40 por cento dos oito mil clientes que a ENE possui no Cuito.
Para avaliar o andamento destes projectos, Fernando Barros deslocou-se ao Bié, onde constatou o grau de implementação do processo de reestruturação da província em sectores de produção, transporte, distribuição e comercialização da energia, bem como o sector da administração e finanças. O segundo objectivo da deslocação consistiu em averiguar a real situação do fornecimento da energia eléctrica ao Cuito e aos municípios do interior da província.
O governador do Bié, Boavida Neto, enalteceu o empenho da ENE, consubstanciado na melhoria do fornecimento de energia eléctrica à província do Bié, acreditando que este programa vai permitir aos empresários nacionais e estrangeiros instalar fábricas para a transformação de produtos locais. Este programa vai ainda, na visão de Boavida Neto, melhorar a iluminação pública nas zonas suburbanas da cidade, o que terá incidência na diminuição dos níveis de criminalidade.

domingo, 10 de outubro de 2010

EXECUTIVO ANGOLANO REMODELADO

Os novos membros do Executivo e oficiais generais que tomaram posse na quarta-feira, juraram ser fiéis à pátria, cooperar para os fins superiores do Estado e já lançaram mãos à obra. No Salão Nobre do Palácio da Cidade Alta, o Presidente da República,José Eduardo dos Santos, conferiu posse aos ministros do Interior, Sebastião Martins, e da Economia, Abraão Gourgel, ao governador do Banco Nacional de Angola, José Massano, e ao vice-ministro do Planeamento para Área Macroeconómica, Job Graça. O Presidente da República brindou à saúde dos recém-empossados, desejando-lhes felicidades e êxitos no cumprimento da missão para os quais foram nomeados. José Eduardo dos Santos conferiu posse ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, General de Exército Geraldo Sachipengo Nunda. Também foram empossados os generais Jorge Barros N’Guto, no cargo Chefe do Estado-Maior General Ajunto das FAA para área Operacional e de Desenvolvimento, e António Egídio Sousa e Santos no cargo de Chefe do Estado-Maior General Adjunto para a Área da Educação Patriótica.


NGONGUITA DIOGO LANÇA NOVO LIVRO

Weza, A Princesa” é o título do segundo trabalho literário infanto-juvenil da escritora Ngonguita Diogo, heterónimo literário de Etelvina da Conceição Alfredo Diogo, que vai ser apresentado ao público na próxima quarta-feira, às 17 horas, no Cefojor em Luanda.
Ngonguita Diogo disse ao nosso jornal que o livro “Weza, A Princesa” tem como objectivo educar e ajudar adolescentes e jovens a mudarem de comportamento, assumindo respeito pelos mais velhos e pelas tradições e para evitarem sentimentos de vingança, pois Deus é a solução.
A escritora revelou ainda que a história da personagem Weza, a Princesa, reflecte uma representação simbólica da vivência bantu.
Ngonguita explora a oralidade através dos sonhos que constroem fantasias, daí surge a transfiguração da beleza extraordinária da rainha Kyeza, ou simplesmente a beleza da sua filha Weza, a princesa que seduz corações de reis. Para a escritora, antigamente eram os pais que escolhiam o genro ou a nora, como aconteceu com Weza e o seu príncipe Kamweji.
De acordo com Ngonguita Diogo os livros infantis têm mais venda do que os livros para adultos por serem mais leves na narração e na linguagem. Hoje, afirma, a escritora, as crianças e os adolescentes já se interessam por livros e não só pelas ilustrações porque encontram mensagens interessantes capazes de mudarem os seus comportamentos.
Ngonguita Diogo nasceu na cidade de Ndalatando. A primeira obra que publicou foi “No Mbinda o ouro é sangue”.

COMPOSITOR PAULO FLORES INAUGURA "QUARTA FEIRA DO ARTISTA"

O músico e compositor Paulo Flores foi a principal atracção da primeira edição do projecto de música ao vivo, denominado “Quarta-feira do Artista”, realizado no restaurante Bom Sabor, no bairro Vila Alice.
Paulo Flores cantou “Macalacato”, “Nação do Semba”, “O povo”, e “Reencontro”, acompanhado pelo saxofonista Nanuto, Piricas Duia (viola ritmo e solo), e Bebé Duia (bateria). O artista improvisou apoiado no som do saxofone de Nanuto.
Pelo palco também passou o músico Maya Cool, que transmitiu muita energia e animação com o seu jeito peculiar. Lucas de Brito cantou temas do seu vasto repertório, com destaque para “Dia D”, “Ti Paciência”, “País Novo”, “Sany”, tendo também apresentado “Kamaka”, de Lulas da Paixão, “Ngapa”, dos Irmãos Almeida, e “Baku”, da banda guineense Tabanka Djaz.
O artista recuou no tempo e dividiu com os espectadores da sua geração as músicas “Menina”, de sua autoria, e “Wassamba”, de Ângelo Boss, e “Nha Vida”, de Lura.
“Quarta-feira do Artista” é um projecto musical e de promoção cultural, que vai ser realizado todas as quartas-feiras, a partir das 21h00, no restaurante Bom Sabor. A música ao vivo é da banda formada por Moreira Filho (viola baixo), Pirícas Duia (viola solo e ritmo), Miqueias (teclas), integrantes da Banda Maravilha, e Bebé Duia (bateria). O microfone está aberto a cantores e declamadores, consagrados ou amadores.
Moreira Filho esclareceu em declarações ao Jornal de Angola que os instrumentistas não estão a representar a Banda Maravilha, mas tentam “fazer uma maravilha, levando diversão aos presentes”.O guitarrista disse que não há um repertório preparado para cada edição, pois os músicos vão tocar e cantar temas ao acaso do cancioneiro nacional e internacional.
Moreira Filho informou que há todas as semanas músicos convidados. O acesso ao restaurante, de 200 lugares, custa 2.500 kwanzas, com direito ao bufett à base de grelhados e saladas.

CENTRAL TERMICA PARA MENONGUE

O presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Electricidade (ENE), Fernando Barros Gonga, anunciou, na sexta-feira, em Menongue, a construção de uma nova central de abastecimento de energia eléctrica, com uma capacidade instalada de dez megawatts.
Durante uma visita à província, Fernando Barros Gonga teve um encontro com o governador, Eusébio de Brito Teixeira, de quem recebeu informações do estado actual do fornecimento de energia eléctrica à província do Kuando-Kubango, em particular à cidade de Menongue.
Em declarações à imprensa, Fernando Barros Gonga disse que a sua deslocação ao Kuando-Kubango teve como objectivo verificar a realidade actual em termos de fornecimento de energia eléctrica, nos nove municípios da província, e conhecer a zona onde vai ser construída a nova central térmica.
Depois de ter visitado o local, situado na aldeia de Macweva, a cinco quilómetros da cidade de Menongue, o responsável da Empresa Nacional de Electricidade disse que a zona oferece condições favoráveis para a execução do projecto, que deve arrancar logo que for disponibilizada a verba. Actualmente, a cidade de Menongue tem uma capacidade instalada de dois megawatts. Fernando Gonga garantiu que a situação vai melhorar, nos próximos dias, quando a Empresa Nacional de Electricidade assumir a gestão da central termoeléctrica. Os municípios da orla fronteiriça, Calai,Dirico e Cuangar, são abastecidos pela “Nan Power”, empresa de electricidade da Namíbia, através de um contracto rubricado com o Executivo angolano.