domingo, 8 de novembro de 2009

CAN 2010 - ANGOLA


Realização do CAN ajuda massificação do desporto no país

O economista Afonso Chipepe considerou hoje, em Luanda, que a realização do Taça das Nações Africanas em futebol em Angola vai permitir a massificação do futebol nacional, assim como contribuirá para o desenvolvimento do país, uma vez que estão a ser construídas infra-estruturas de carácter económico e social.

Falando à Angop a propósito da realização do CAN em Janeiro próximo no país, Afonso Chipepe referiu que a prova representará a união entre os povos africanos, com uma perspectivas de desenvolvimento a todos os níveis.
Minimizando a questão da prestação da equipa no campeonato, disse ser importante “apresentar” o país ao mundo, pois este se prepara para novos e grandes desafios.
O CAN terá lugar de 10 a 31 de Janeiro nas províncias de Luanda, Benguela, Cabinda e Huíla.

sábado, 7 de novembro de 2009

ANGOLANOS EXPULSOS DA R.D. CONGO


MINARS avalia condições dos cerca de 12 Mil angolanos reassentados no Uíge, expulsos da RDC

Uma Comissão do Governo central, chefiada pela Directora - adjunta da Unidade Técnica de Coordenação das ajudas humanitárias do MINARS, esteve na Província do Uíge, a fim de avaliar as condições de acolhimento dos campos que albergam os angolanos expulsos compulsivamente da RDC.

Durante a crise migratória, entraram ao país, a partir da fronteira de Maquela do Zombo, cerca de 12 Mil cidadãos angolanos, a maioria deles, agora preocupa-se em regressar para as zonas de origem.

De acordo com o chefe dos Serviços sociais locais Baptista Tadeu, os grandes problemas que afligem os angolanos expulsos, prendem-se com os transportes, alimentação, tendas de alojamentos, e ainda a falta de combustíveis para as viaturas disponíveis, sendo que o autocarro cedido encontra-se avariado.

Por fim, a chefe da Delegação avançou que estas dificuldades serão notificadas junto do Governo Central, a fim de que sejam tomadas medidas imediatas tendentes a melhoria das condições de vida destas populações, que foram, inclusive, obrigadas a deixar os seus bens na República Democrática do Congo.

De notar que, integraram a Comissão, representantes de organizações das Nações Unidas, como o UNICEF, HCR, e da Organização Internacional das Migrações.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

MASSACRE DA FRESCURA - 1


Caso MASSACRE DA FRESCURA, há um passo da sentença!

Entre o silêncio e o pranto, os oficiais da Polícia Nacional, apontados como os autores dos homicídios envolvidos no conhecido caso «Massacre da Frescura», estão divididos entre a inocência, e a aplicação da justiça, de acordo com o sucedido na audiência de Quinta – feira, 05/11, no Tribunal Provincial de Luanda.

A audiência reservada as alegações teve alguma limitação, visto que, era importante a presença de um declarante não identificado, que poderá ditar a sentença do caso.

Ainda assim, o Juiz Salomão Filipe, começou por perguntar aos acusados se realizariam alguma missão exagerada, cujo resultado envolvesse riscos pessoais, enquanto uns abstiveram-se da resposta, outros admitiram que seria também um crime o não cumprimento da ordem do superior hierárquico.

Enquanto os réus tiveram o direito a resposta, declararam o seguinte:
“Sou inocente e estou com a minha consciência limpa”, por outro lado “Não tenho nada a declarar, e espero que a justiça seja feita”, há quem dissesse, “Não estou em condições psicológicas para responder a este pergunta”.

Tendo em conta o ambiente contraditório e confuso entre os oficiais acusados, o Advogado da Acusação David Mendes, pediu que o seu colega da defesa aconselha-se melhor os réus a se defenderem, visto que, este silêncio que se nota neles, proveniente dos Comandantes da Polícia, não é favorável para o processo.

“Esta é a oportunidade soberana que os réus têm para se defenderem”, alertou o Advogado da acusação, a Reportagem da TPA.

Em resposta, o Advogado da defesa Manuel Marques Mariano, disse que, para além dos acusados não serem obrigados a falar, a situação não é nada fácil, atendendo que os mesmos vivem uma certa revolta.

Manuel Marques Mariano, disse mesmo, que o facto da Imprensa estar a acompanhar rigorosamente as audiências cria um certo incómodo.

Por conseguinte, o Juiz Salomão Filipe admitiu que, os réus podem estar a ocultar a verdade dos próprios advogados, por uma questão de receio, por isto mesmo, pediu que os advogados se organizassem melhor para buscar mais elementos que favoreçam a defesa dos constituintes, apoiando-se no que a Lei diz.

Depois destas intervenções, um dos arguidos, conhecido por «TCHUTCHU», entrou em pranto e por isso foi levado para fora da sala de julgamentos

A sessão de alegações, foi encaminhada para a próxima semana, por haver necessidade de se ouvir um declarante que traz informações extremamente importantes para ditar a sentença, de acordo com o Juiz.

De notar que, o caso Frescura, está relacionado com a morte de oito jovens, que foram simultaneamente executados quando desfrutavam de um momento de lazer, na noite do dia 23 de Julho de 2008, no Largo da Frescura, Município do Sambizanga.

MASSACRE DA FRESCURA


«In Dubio Pro Reu» pode livrar supostos autores do caso MASSACRE DA FRESCURA

Em situação de dúvida, o Tribunal Provincial de Luanda, pode vir a decidir a favor dos Sete oficiais acusados de terem cometido os homicídios do caso «Massacre da Frescura», no Sambizanga, esclareceu Quinta – feira, 05/11, o Jurista e docente Universitário Sérgio Raimundo, em exclusivo ao Telejornal da TPA, (Na foto).

O Jurista Sérgio Raimundo, sustentou esta hipótese, tendo em atenção o princípio «In Dubio Pro Reu», termo em latim também consagrado na Lei Constitucional, no artigo 36 nº5.

“Em homenagem ao princípio do inquisitor e da verdade material, o Tribunal também pode a qualquer altura do processo, se entender essencial para a descoberta da verdade, a audição desta ou daquela pessoa, e assim dilatar os prazos para o desfecho ou decisão final da causa”, explicou o jurista.

Neste momento, o Tribunal, deu já a conhecer que há um elemento de prova indispensável, sendo um declarante ou testemunha, que poderá ajudar nos próximos dias, na descoberta da verdade material, como fundamento único e bastante, para transformar o juízo de probabilidade num juízo de certeza, a fim de dar então lugar a uma decisão condenatória.

Entretanto, este cenário vem comprovar que o Tribunal, não tem ainda nenhuma certeza quanto ao que se passou de facto no dia do Crime, visto que, “na ausência de um elemento de prova fundamental ainda que se esteja numa comprovação de 90 por cento, faltando 10 por cento, vigora ainda o princípio da dúvida a favor dos Réus”, salientou o Jurista.

Assim, acrescentou, o Juízo de probabilidade só se transforma no juízo de certeza, quando não existirem dúvidas nenhumas, porque não se pode condenar os inocentes, logo mais vale um delinquente solto, do que um inocente na cadeia.

Por conseguinte, o Tribunal deu já início a sessão das alegações, onde os advogados da acusação e da defesa prestam as suas contribuições com vista a realização da própria justiça, tendo como base o princípio do contraditório.

De notar que, o caso Frescura, está relacionado com a morte de oito jovens, que foram simultaneamente executados quando desfrutavam de um momento de lazer, na noite do dia 23 de Julho de 2008, no Largo da Frescura, Município do Sambizanga.

JULGAMENTOS UNILATERAIS

Não raras vezes caímos na tendência e por conseguinte no erro, de nos apressarmos a fazer julgamentos ouvindo apenas uma das partes e normalmente isso acontece quando somos achegados a uma delas, ou porventura amigos.
Quando assim procedemos, esquece-mo-nos que quase sempre existem duas versões ou duas realidades distintas e na maioria das vezes uma terceira, a certa ou a verdadeira!
Somos humanos e o erro está ligado ao nosso dia a dia, mas creio que o mundo seria bem melhor se nos despíssemos de preconceitos e procurássemos não os "possíveis" pontos fracos, mas as boas qualidades que todos temos.
O nosso dia a dia não é feito apenas de tristezas e decepções, são as alegrias e os desafios constantes, que nos motivam a prosseguir e nos dão força para suportar os preconceitos e juízos errados que possam fazer da nossa pessoa.
É o mundo que temos e porventura merecemos!

LUANDA - VAI TORNAR-SE MAIS VERDE


GPL lança programa para arborização da capital

A governadora da província de Luanda anunciou, que está em curso, em todos os municípios, um projecto de arborização com o objectivo de aumentar o número de árvores na cidade de Luanda.

Francisca do Espírito Santos fez o anúncio no lançamento, no município da Samba, de uma campanha de preservação ambiental, que visa dar um maior aproveitamento ao lixo feito pela população.

Durante a campanha, alunos da Escola Povo em Luta, do município da Samba, vão construir uma árvore de natal ecológica, feita à base de bidões e de garrafas de plástico, usadas para o enchimento de água mineral.

A governadora de Luanda acentuou que a Escola Povo em Luta tem contribuído na preservação do ambiente, elucidando os alunos sobre assuntos ligados ao melhoramento do meio.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A NOVA CONSTITUIÇÃO ANGOLANA


Jaka Jamba apela debate inclusivo e abrangente na elaboração da Nova Constituição

O vice-presidente da Comissão Constitucional, Jaka Jamba (na foto), apelou quarta-feira, 4/11, em Luanda, para um debate abrangente e inclusivo na elaboração da nova Constituição de Angola.

Para ele, todos os angolanos devem se rever neste documento, só assim, acrescentou, se poderá construir uma nação nova, onde todos podem expor as suas ideias.

Falando a margem da cerimónia de apresentação das três propostas de Constituição, o politico, salientou que só deste modo, o país seguirá para frente “É preciso que tenha um debate inclusivo e mais abrangente para que o país cresça”, disse Jaka Jamba.

É gratificante ver que ainda impera o bom senso em algumas individualidades angolanas! Também sou de opinião que a nova Constituição deveria ter o consenso de todos, isto se o objectivo do "poder" é mesmo a unificação de todos os angolanos, porque aquilo que se lê na Net, ainda há muitas feridas em aberto e seria desejável para o bem do país, que se fizessem esforços sérios para comutar o passado!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ANGOLA E AS NOVAS TECNOLOGIAS


BNA, prepara pagamentos através do telemóvel para funcionar em 2010

Uma Solução tecnológica que permita efectuar pagamentos de serviços e produtos no mercado nacional, através de telemóvel, um serviço similar ao Multicaixa, será desenvolvida em Angola, com o apoio do Banco Nacional de Angola, em parceria com os demais Bancos e Operadores de telecomunicações.

Este serviço poderá começar a funcionar no país, em 2010, de acordo com o Administrador António André Lopes, aproveitando o número crescente desta ferramenta de comunicação em Angola.

“Queremos permitir que por via do Telemóvel, se possa fazer a mesma coisa que hoje se faz com o cartão Multicaixa, Terminais de pagamento automático, e pelos Balcões das agências bancárias”, disse o Administrador, a Reportagem da TPA.

Assim, através desta ferramenta, os clientes bancários poderão igualmente fazer levantamentos financeiros, consultas de saldos bancários, e transferências bancárias.

O mesmo assegurou que através desta solução tecnológica, vai haver uma redução nos custos, sobretudo, para os comerciantes que anteriormente limitavam-se ao uso dos terminais de pagamentos automáticos.

Entretanto, outra boa nova é que as pessoas, que não possuem conta bancária poderão também utilizar o telemóvel, para fazer pagamentos de serviços e bens ao Estado, bastando que tenham apenas um correspondente bancário.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

OS REFUGIADOS ANGOLANOS ORIUNDOS DO CONGO


Não posso deixar de mostrar a minha solidariedade e empatia pelos milhares de angolanos que foram obrigados a abandonar a Republica Democrática do Congo, mas ao mesmo tempo recuar umas dezenas de anos atrás e recordar a passagem por semelhante situação!
A esses angolanos ainda os chamam de deslocados e mais vezes ainda de refugiados, enquanto a nós e particularmente no meu caso que até não nasci em Portugal Continental, rotularam-me de "retornado". É de louvar a ajuda da ONU e outras ONGs a estas pessoas, pois embora sejam os governantes a fazer as "borradas", são sempre os povos e normalmente os mais desprotegidos a pagarem a factura!
Em países africanos onde uma grande maioria nem registada está, seria de esperar que uma atitude de expulsão de "emigrantes ilegais", levasse a que outros países pagassem na mesma moeda.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

POLÉMICA SOBRE BILHETE DE IDENTIDADE ANGOLANO

Canadá não usa fotos dos Primeiro Ministros no BI, tal como disse governante angolano Versão para impressão Enviar por E-mail

Toronto - As representações gráficas de segurança na banda óptica do BI, Passaportes e carta de condução do Canada não estam inseridas “foto mascaras” dos ex-primeiro ministros e tão pouco do actual.

Fonte: Club-k & Angop

O funcionário sénior do Ministério da Justiça, Hirondino Muxiri, disse ontem na TPA e Angop que " o Ministério da Justiça segue essa referência porque a empresa que está a fazer a emissão dos novos BI é a mesma que faz o green card, nos Estados Unidos da América (EUA) e essa tecnologia também é usada no Canadá e Itália".


"Nessa perspectiva, disse, o caso angolano não é novo uma vez que já acontece em outras paragens e foi essa referência que a entidade proponente levou a consideração que foi aprovada pelo Conselho de Ministros e pelo Parlamento."


É assim, que publicamos um exemplar do Passaporte Canadiano, na qual certifica que como "foto mascaras", na banda óptica de segurança são usados símbolos nacionais e não fotos dos Primeiro Ministros, tal como tentou justificar o governante angolano nos órgãos públicos.

domingo, 1 de novembro de 2009

UM POUCO DE BOA DISPOSIÇÃO

SÓ MESMO O ANGOLANO PARA NOS FAZER RIR.............

Um homem pacato, morre e vai para o inferno.
Ao chegar lá, ele descobre que há um inferno diferente para cada
país
e ele decide tentar o menos penoso para passar a sua eternidade.
Ele vai ao inferno alemão e vê uma pequena fila de pessoas e pergunta :
"O que fazem aqui ?
Disseram-lhe: « Primeiro põe-te numa cadeira eléctrica por uma hora.
Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora..
Por fim o diabo alemão vem com um chicote e chicoteia-te até a
noite.
O homem não gosta do que ouve e vai tentar a sua sorte num outro
inferno. Ele passa pelo inferno dos EUA, da Russia e muitos mais.
Todos eles praticam o mesmo que o inferno Alemão. Mas o que fazer
então?

Ele continua a andar até que descobre uma grande fila no inferno de
Angola, era tão longa que fazia lembrar a missa do papa na cimangola.

Muito intrigado, ele pergunta o que fazem nesse inferno. Ao que lhe
Respondem: Primeiro põe-te numa cadeira eléctrica por uma hora.
Depois põe-te numa cama de pregos por mais uma hora. Por fim o diabo
Angolano vem com um chicote e chicoteia-te até a noite.
Ai, mais admirado ainda, o homem pergunta: Mas é exactamente o mesmo
tratamento que fazem nos outros infernos. Porque razão então a fila
aqui é tao grande?
Resposta:
"Porque aqui nunca há electricidade, portanto a cadeira eléctrica
não funciona. Os pregos foram encomendados e pagos, mas nunca foram
fornecidos, os contetores estão presos no porto, portanto a cama é muito confortável.
E o diabo angolano é trabalhador da função pública, por isso vem assina o ponto e
depois sai para tratar de assuntos pessoais, portanto nunca está presente
para chicotear os mortos"...

sábado, 31 de outubro de 2009

A EMPRESÁRIA ISABEL DOS SANTOS


Filha do presidente de Angola José Eduardo dos Santos, a empresária Isabel dos Santos parece que tem "queda" para os negócios. Não vamos contra a sua inteligência e saber, mas também não deixa de ser verdade que não chegaria onde chegou se não fosse filha de quem é. Que o digam as recentes anulações de compromissos assumidos anteriormente pelo governo sobre a exploração dos casinos em Angola e que depois ao que tudo indica foram dadas de mão beijada à empresária.
Veja um pouco da sua história neste link:

UNITA REJUBILA COM CONDENAÇÃO DE PIERRE FALCONE

Enquanto o governo de Angola e por conseguinte o MPLA ficaram "estupefactos" com a decisão do tribunal francês da condenação de diversas figuras envolvidas no caso conhecido como "Angolagate", a UNITA considerou hoje que se "fez justiça" na sentença do caso "Angolagate" pelo Tribunal de Paris, que condenou, entre outros, Pierre Falcone a seis anos de cadeia, por envolvimento no comércio de armas para Angola.

Alcides Sakala, porta voz da União Nacional para a Independência Total de Angola, que, na altura dos factos provados em tribunal, era o principal beligerante com as forças militares do governo do MPLA, apontou ainda, em declarações à Lusa, que foi com "regozijo" que o partido se inteirou da sentença.

Além de Pierre Falcone, foram também condenados o antigo ministro do Interior francês Charles Pasqua e Jean-Christophe Mitterrand, filho do antigo Presidente François Mitterrand e ainda o empresário israelita de origem russa Arcadi Gaydamak, actualmente refugiado na Rússia, condenado à semelhança de Falcone a seis anos de prisão efectiva, mas julgado à revelia.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ANGOLA ESTUPEFACTA COM DECISÃO DO TRIBUNAL FRANCÊS

Não pude deixar de rir com a notícia que transcrevo!
O governo angolano tem o desplante de tentar desacreditar os tribunais de França, quando estes condenam cidadãos franceses a penas de prisão por violaram as suas leis. Parece que Angola continua a pensar que as suas riquezas são o suficiente para obrigar países com interesses no seu território a não tentarem "beliscar" a sua aparência. Não sou político, mas também não sou cego!
Eis a notícia da Angop:

Governo Angolano estupefacto com sentença do tribunal de Paris

Angop

Luanda - O Governo de Angola manifestou-se estupefacto com a sentença do Tribunal de Paris, que condenou cidadãos franceses que em tempo oportuno ajudaram o país a garantir a defesa do Estado e do processo democrático, face a uma subversão armada condenada pela comunidade internacional e pelas Nações Unidas, em particular.


De acordo com uma declaração do Governo Angolano tornada pública hoje, não foi provado em Tribunal qualquer comércio ilícito de armas, até porque estas não eram francesas nem transitaram em território francês.


"Não havia na altura qualquer embargo internacional contra a aquisição de armas pelo governo legítimo de Angola e estas foram adquiridas por Angola num negócio perfeitamente licito entre dois Estados soberanos. Tanto assim, é que nem os seus signatários foram considerados parte em todo este processo judicial", frisa o documento.


Segundo a declaração, perante estes factos, tudo indica que este foi um processo desequilibrado e injusto, viciado por considerações e motivações de natureza política e parecendo, acima de tudo, eivado de um espírito de vingança, porque certos angolanos que foram apoiados pelos Serviços Especiais franceses falharam nos seus desígnios de conquista do poder pela força das armas.


O Governo da República de Angola repudia com veemência a forma abusiva como foi reiteradamente utilizado nesse processo o nome de Angola, constituindo isso quer uma violação do princípio do respeito mútuo entre dois Estados com relações diplomáticas, quer do segredo de Estado inerente a questões sensíveis relativas à Defesa e Segurança nacionais.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

BILHETE DE IDENTIDADE ANGOLANO - 1

ministerio da justicaO ministério da Justiça garante que o modelo foi discutido e aprovado no parlamento.

Continua a polémica sobre o Bilhete de Identidade angolano. A ministra da justiça parece que até foi contra o parecer do JES. Um pouco de graxa...


A polémica que se instalou em Angola em torno do modelo do novo Bilhete de Identidade está centrada numas minúsculas imagens com os rostos do Presidente José Eduardo dos Santos e do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, postas ao lado do mapa de Angola e do símbolo da República na parte superior de uma banda magnética. Estas imagens e outras particularidades, com pouco mais de um milímetro, fazem parte do dispositivo de segurança que promete a não falsificação do documento.

A oposição diz tratar-se de um acto partidarizante, com Alcides Sakala, da UNITA, a dizer que apesar de José Eduardo dos Santos ser o Presidente da República, e o MPLA ser o partido que está no poder, há muitos angolanos que não se revêem no programa, defendendo a despartidarização e o respeito pelos princípios fundamentais de cidadania.

Durante as discussões na Assembleia Nacional que aprovou o projecto de modernização deste documento, de acordo com Alcides Sakala, a ministra da Justiça não terá feito qualquer menção da inclusão dos rostos de José Eduardo dos Santos e de Agostinho Neto. “Não discutimos este assunto na Assembleia, pelo contrário as imagens foram colocadas de forma subtil”, disse. Uma outra fonte da UNITA, que prefere manter-se no anonimato, disse que o que se apresentou ao parlamento, de facto, foi uma máscara do modelo e que na altura não se chegou a tais pormenores, embora ache que a ministra tinha a obrigação de se referir a estes elementos.

domingo, 25 de outubro de 2009

ACUSAÇÃO E JULGAMENTO DO GENERAL MIALA - 16

jornalistas insultados

Em duas ocasiões durante o julgamento de Fernando Miala e os três outros responsáveis dos Sie exonerados em Abril do ano passado, o juiz presidente do Stm, António dos Santos Neto "Patónio", insultou os jornalistas angolanos, demonstrando possuir ideias preconceituosas, bem ao jeito do antigo regime totalitário angolano, acerca dessa classe profissional. Na primeira vez, foi logo na abertura do julgamento, quando numa sala repleta de pessoas, entre familiares, amigos e curiosos, escolheu exactamente os representantes da opinião pública que ali estavam a trabalhar para abandonarem a sala. O general "Patónio" tinha a possibilidade mais do que evidente de deixar na sala aqueles que lá estavam por imperiosas questões de trabalho, expulsando os curiosos, mas optou por afastar aqueles em relação aos quais reúne tantos preconceitos, que o juiz considerará que não devem respirar o mesmo ar que ele. Um jornalista deste jornal que permaneceu por alguns momentos na sala ouviu depois o general "Patónio" argumentar a favor da sua decisão, o facto de que "a sala estava irrespirável". Na terça-feira, numa necessária alusão à imprensa angolana, a qual foi provocada no que deveria ser uma réplica juridicamente fundamentada aos advogados de defesa, afirmou que não faz "muita fé em notícias dos jornais". "Não li o Folha 8 e também não faço muita fé em notícias que vêm nos jornais" gabou-se António Santos Neto "Patónio". Essa deve ser uma boa explicação para o facto de o general ter aparentado, no tribunal, não poder gabar-se tanto da formação e de possuir níveis tão sofríveis de informação, mas os jornalistas devem averiguar se o que faz o juiz presidente do Stm receia-los tanto, não seriam factos relacionados com a extinção da Ccpm, quando alguns chicos-espertos quiseram apropriar-se da moradia em que a comissão estava instalada, ou sobre os factos que levaram à cisão do Grupo Metrol ou ainda sobre a constituição da Zuki Off Limits. Os jornalistas chegarão lá.

Fonte: Semanarioangolense

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ACUSAÇÃO E JULGAMENTO DO GENERAL MIALA - 15

À guisa de conclusão

"Não sou Van-Dúnem nem Vieira Dias. Muito menos Dias dos Santos, Mingas ou Burity. Mesmo assim vivo por graça no Bairro Azul e reconheço ter atentado contra aqueles que se apertaram para me darem um espaço no inner circle do Poder", deveria ser mais ou menos assim uma "confissão" completa de Fernando Garcia Miala, se estivesse a ser julgado pelos "crimes" que citámos acima. Mas não será. Ele está a ser julgado por não se ter apresentado a uma cerimónia inédita de desgraduação e ter-se apropriado de cerca de 30 mil dólares em... aparelhos de escuta telefónica. Não vá o Diabo tecê-las outra vez e um outro alguém ser apanhado com a boca no pote de mel.
Arroladas as provas relativas a estes "crimes", faz de certa forma sentido a grande acusação que lhe foi feita, se bem que deve ser vista de uma outra forma: Miala não quis, e se calhar nunca lhe passou pela cabeça, atentar contra a pessoa ou a instituição da Presidência da República. Sem respaldo político, económico ou social, isso era simplesmente impensável. Mas atentou, isso sim, contra o poder do Chefe, eventualmente usando indevidamente a confiança que este depositava nele, para objectivos que não soube justificar. Como resultado, o Chefe ficou desiludido com ele e exonerou-o - até aqui nada de novo - e os inimigos acumulados ao longo dos anos de serviço aproveitam-se para atirar-se a ele que nem o burro da famosa fábula tentando escoicear o leão moribundo - e isso é que não está bem.
Emoções à parte, já começa a ficar cada vez mais claro que foi um erro crasso levar aquele homem a julgamento da forma como está ser feito. Por motivos históricos, os tribunais são pódios privilegiados para que aqueles que não têm voz possam dizer das suas verdades. Já se esqueceram de Fidel Castro e Nelson Mandela? Miala fala com um elevado sentido de Estado, mas vão saindo verdades - como essa do PR ver famílias mais nobres e menos nobres e dizer isso mesmo - que talvez estivessem melhor, protegidas por enquanto com o selo do segredo de Estado.
Porque não fazem sentido as acusações - para quê acusar um general de insubordinação e roubo de patacos quando sabemos que a haver crimes houve-os bem mais graves? - A imagem que passa é o de se pretender humilhar o homem. A mensagem que fica é que qualquer outro corredor de fora - entenda-se alguém que não faça parte das elites - que se atreva a faltar com o respeito às tais "famílias nobres" que alguns já dizem ser cem, apanha feio. Se for caso disso, inventam-se até cerimónias nunca antes vistas para pô-los no devido lugar. Convençam outro que se o general não fosse um Miala qualquer mas um das tais, teria que sujeitar-se a uma cerimónia de desgraduação que nem na guerra alguma vez se fez...
Em última análise, está-se a pôr em risco os altos interesses do Estado. Um homem com o manancial de informações que o general Miala possui deve ser protegido e preservado. Protegido para que estas informações não saiam do âmbito próprio, e preservado para que elas possam ainda estar ao serviço do Estado se necessário for. Deve-se levar ainda em conta que, no cumprimento das suas missões, terá feito certamente muitos inimigos e não é justo que agora seja deixado sozinho entregue à bicharada.
Resumindo: um homem que ocupou os cargos do general Miala deve ser reserva estratégica do Estado. A sua vida protegida, e serem-lhe garantidas as honras correspondentes a um antigo governante e a um oficial general dos serviços secretos. Independentemente dos erros que tenha cometido. Será talvez por isso que o PR se recusou a assinar o documento que passaria o general Miala à reforma compulsiva, o que faz perfeito sentido.
Um homem como ele não se põe em tribunal por razões menores - e num país em que ladrões de milhões passeiam-se impávidos e serenos - a não ser que se queira provocar implosões que a ninguém interessa. Deve-se pôr um ponto final a esta charada que só suja a imagem do país. Até mesmo porque está visto que o processo está viciado, absolva-se o homem e trate-se o resto em foro próprio que não a hasta pública.
Agora que lá está, estamos todos a pagar para ver o que é que isso vai dar...

Continua....

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

ACUSAÇÃO E JULGAMENTO DO GENERAL MIALA - 14

Continuação....

Quarto Crime
(Os dinheiros públicos...)

Em qualquer país do mundo existe um orçamento para as actividades dos serviços secretos. Que é isso mesmo: secreto. Normalmente é controlado por uma comissão do Parlamento, mas no nosso caso, e conhecendo o Parlamento que temos, é melhor esquecer. No nosso país, crê-se que este orçamento faz parte do famoso e igualmente misterioso "saco azul" directamente controlado pelo Presidente da República.
Ora, por inerência das suas funções, Miala geria uma boa fatia deste orçamento, senão mesmo todo. Note-se que pela natureza secreta das operações a que se destinava, dispensava os procedimentos de controlo contabilísticos habituais, como facturas concursos públicos, etc. O que significa dizer que o general tinha à sua disposição muito dinheiro que podia usar mais ou menos à sua discrição. Como ele foi usado, não será tão cedo que se saberá. Mas que as bocas do povo já chamaram os Toyota Prado com que jornalistas e figuras públicas (e algumas Luandas dois, e... catorzinhas) passaram a circular "Prados do Miala" - lá isso já chamaram. Que houve uma reunião no Palácio Presidencial da Cidade Alta em que o próprio Presidente reclamou dos gastos - verdade ou mentira - lá isso também ouvimos. Mas não se perca de vista que com esse dinheiro, o general executou também operações dignas de constar nos anais dos serviços de inteligência de qualquer país do Mundo, como as defecções de membros do clã Savimbi, de Bento Bembe da Holanda e outras que certamente não saberemos tão cedo. Detentor deste poder económico, o general - parece-nos - fez muitas coisas boas e menos boas. Porém, terá atraído sobre si muitas invejas. E diga-se em abono da verdade que não é normal em nenhuma parte do mundo os orçamentos destinados aos serviços secretos financiarem projectos... filantrópicos, mesmo para crianças claramente carentes.

Continua....

terça-feira, 20 de outubro de 2009

BILHETE DE IDENTIDADE ANGOLANO


Pois é meus amigos, esta não lembrava a ninguém, mas é isso mesmo, o BI dos cidadãos angolanos, além da foto do cidadão, o documento tem também as fotos dos presidentes Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos.!
Ainda bem que só houve dois presidentes em Angola até ao momento, imaginem se houvesse umas dezenas como acontece noutros países!!!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

ACUSAÇÃO E JULGAMENTO DO GENERAL MIALA - 13

Continuação....

Terceiro Crime
(A dimensão social)

No contexto de lazarice geral (entenda-se miséria de Lázaro) em que a maioria dos angolanos está mergulhada, a assistência filantrópica é percebida como constituindo reserva política estratégica. Ao que a Fundações diz respeito, a Fesa enfiou uma rasteira à Sagrada Esperança, agastando pesos pesados do calibre de Mendes de Carvalho e Roberto de Almeida, que ainda assim, permanecem de sentido. Pelas bandas do Mpla, vemos os ensaios de Bento Raimundo e a sua Ajapraz, do deputado Zé Maria e o seu "O Nosso Soba" (esse nome parece tão extravagante como o de algumas igrejas), enfim. E vai que aparece de um dia para o outro o projecto "Criança Futuro", roubando protagonismo, as luzes da ribalta, a exposição mediática... e passando de esquebra uma censura quase explícita ao abandono a que o Governo vota(va) as nossas crianças! Se os objectivos da Fesa são os que todos sabemos, os da Fundação Sagrada Esperança são a manutenção da imagem de Manguxi, o Nosso Soba e a Ajapraz são armas políticas do Mpla, quais seriam então os objectivos deste outro projecto? Luzes amarelas começaram a acender em muitas mentes com peso no país, a começar pela que mais conta. Ainda por cima em competição directa com a Fesa e a sua filha Lwini...
E como se não bastasse, o projecto tomara de assalto a media estatal, montando uma campanha de marketing bastante agressiva, com figuras públicas dando o rosto e merecendo as parangonas dos jornais e páginas especiais nos noticiários nobres da Rádio e Televisão estatais. E desta vez, já havia a certeza que os autores da emboscada tanto procuravam: não se estava a cumprir ordens do Chefe coisa nenhuma, até porque ele mesmo, um especialista em inteligência, sabe melhor que ninguém que nestas lides o silêncio e a discrição valem ouro. Matutando do alto da sua sapiência profissional o porquê de tanto alarido e traquinice, só uma resposta teimava no horizonte analítico: transplantação do efeito Putin?
Só que aqui por estas bandas não existe um Ieltsin velho e caquéctico a precisar de substituição. Temos um homem com menos de setenta anos de veterania, trinta dos quais ao leme da Nação, precedidos de outros afazeres e na plenitude das suas faculdades. Leonino como é, o rugido e a competente sapatada só levaram o tempo necessário e certo. Órfãos ficaram os seus adeptos que já sonhavam com um futuro melhor...

Continua....