sábado, 28 de novembro de 2015

sexta-feira, 24 de julho de 2015

ADEGA DO ISAÍAS - ESTREMOZ


Passei novamente (segunda vez) pela Adega do Isaías em Estremoz e como da primeira vez, esperava uma boa refeição. Pura decepção!
Pedi uma "BURRA" - (queixada de porco) e quando a mesma chegou à mesa avistei uma queixada mirrada e elástica, mas o pior de tudo foi os dentes negros do porco que enchiam por completo o pequeno prato. Isso mesmo, os dentes da queixada ali estavam, NEGROS, talvez porque o seu dono há muito que não ia ao dentista.
O segundo prato que escolhi foi o PATO ASSADO NO FORNO e esperava uma carne suculenta com a pele bem tostada. O que me foi servido? Pedaços de carne duros e a pele tão elástica que dava para fazer uma boa fisga.
Claro que reclamei, mas o único empregado que avistei disse-me que tais pratos eram servidos na Adega já há bastante tempo e que foram eles que deram o nome à casa.
Se assim foi, (penso que não), deixo a sugestão: comecem a cobrar o mesmo valor pelos referidos pratos que cobravam há vinte anos atrás e talvez não haja tantos incautos como eu!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

RETOMAR BLOGUE

Olá
Após uns bons tempos retirado, usurpação do domínio www.cubata-angola.com com que este blogue era visível, resolvi voltar com o domínio http://www.cubatangola.blogspot.com e tentar actualizar e postar outras novidades. Não foi fácil recuperar o conteúdo mas aqui está.
Um abraço para todos

domingo, 3 de junho de 2012

ALOJAMENTOS MILI - PENICHE

Apenas um alerta!
Como não conhecia Peniche comprei uma estadia para umas "casas rusticas" cuja localização pela net e levando em conta a morada se situavam bem no centro da cidade.
Qual não foi o meu espanto que ao fazer o check in me foi dito que deveria seguir com o meu carro a recepcionista que me levou para fora de Peniche e me deixou bem no meio do "nada" numas instalações péssimas e sem quaisquer condições. Claro que tive de arranjar outra unidade hoteleira para gozar os dias que me tinha proposto desfrutar com a minha mulher, mas como já tinha pago os dois dias....pois, fiquei sem essa quantia.
Tentei dar o meu feedback no site dos "Alojamentos Mili", mas como os comentários deixados pelos clientes vão primeira para moderação, está bem de ver que o mesmo foi apagado.
Porque acho isso uma falta de ética profissional e para que outros não sejam enganados, aqui deixo o meu alerta!

sábado, 19 de maio de 2012

O FILHO DA PRETA (extracto do livro)

Não passava da simples rapariga que lavava a roupa ao seu senhor, embora na verdade fosse um pouco mais do que isso – pois, enquanto a senhora estava no «Puto», também era ela que partilhava a sua cama, era ela que estava disponível sempre que a ele lhe apetecia um pouco de prazer. Não esperava nada em troca, como se aquilo fizesse parte da sua obrigação. Tudo acabou quando o «seu» senhor resolveu mandar vir a senhora do «Puto» e com ela vieram também os «meninos», os seus filhos; assim deixou de ser necessária e desejada, voltando novamente para a sua antiga vida, para a escolha do coconote e para a apanha do café.
Não esperara nada em troca pelos anos de dedicação e submissão, mas também não esperara levar um filho no ventre, fruto de uma relação sem amor, mas ainda assim de partilha e entrega.
Quando o seu estado de gravidez já não a deixava vergar- se para continuar a trabalhar, e assim poder matar a fome, achou que era altura de se dirigir ao pai da criança. Embora fosse iletrada e bastante humilde, achava que o pai do bebé....
Encomendar o livro - Quirimbo70@hotmail.com

segunda-feira, 9 de abril de 2012

DA SANZALA A DIPLOMATA

Será lançado brevemente em formato digital (Ebook) o livro DA SANZALA A DIPLOMATA.
Trata-se dum romance de alguém que nasceu numa humilde sanzala africana, a passagem pela guerra civil que matou mais de um milhão de angolanos, as intrigas politicas que resultaram em centenas de mortes de pessoas do mesmo movimento, os estudos num país da Europa de leste, até que por fim começou a servir o seu país naquilo que sabia e para o qual havia sido instruído.

Encomendar livro no site da Amazon: http://www.amazon.com/dp/B007WYW9QU

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A MÃE QUE NÃO ME QUIS

Será lançado no próximo sábado pelas 21 horas o livro em formato digital (Ebook), A MÃE QUE NÃO ME QUIS.
Como se depreende do título do livro, trata-se dum romance em 348 páginas e prende-se com o abandono duma criança por uma mãe que....
Bem, para saber a história toda vai mesmo que ler o livro e como pode ser adquirido on-line, todos, mas mesmo todos, independentemente da parte do mundo onde vivam poderão ter acesso.
Então boas leituras!

Encomendar livro no site da Amazon: http://www.amazon.com/dp/B007WYW89S

quinta-feira, 29 de março de 2012

O FILHO DA PRETA (novamente disponível)

Angola não foi só um sonho de muitos portugueses que partiram em busca de novas oportunidades, longe da Metrópole pobre e sem futuro, que Salazar permitia acontecer.
Muitos dos portugueses encontraram uma vida de luta árdua, realizaram os seus sonhos e prosseguem encantados com o povo acolhedor, sentindo o apelo da vida desconcertante, saboreando e cultivando os dias com alma africana. Alguns, enamoraram-se pelas jovens que desde sempre pisaram aquele chão encarnado quente e generoso. Outros, abandonaram os seus filhos africanos.
Este romance é dedicado aos filhos abandonados por alguns portugueses, que deixaram para trás o fruto tão generosamente nascido de um amor eterno a uma terra doce.
O Filho da Preta relata a luta de um filho mulato esquecido e rejeitado pelo pai.
É um romance que recorda o cheiro de uma África nunca esquecida.
Desde a sanzala africana onde nasceu e viveu os primeiros anos de infância, aos anos turbulentos da Guerra da Independência, acompanha-se a vida de António, um médico reconhecido, numa luta de solidão, angústia e sobrevivência até encontrar a família que o julgava perdido.
Quirimbo 70 é um filho de Angola, perdido no tempo e no mundo que vai ao encontro da sua identidade e raízes. Com o seu regresso a Portugal, deixou a terra prometida e o sonho de uma vida. Em O Filho da Preta, revela-nos o quotidiano dos portugueses nas sanzalas angolanas, a luta de um povo pela sua Independência e a demanda de um filho pela família perdida, que o destino teima em conciliar. Quirimbo 70 escreve desde jovem e cria um espaço e um tempo que aprisiona o fantasma de África e da sua Angola, um país que já só existe nas recordações de quem ali viveu os melhores anos da sua vida. ...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

VIDEOS COM HISTORIA - SAVIMBE/EDUARDO DOS SANTOS



                                                                   Passe: Mutamba33

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

GOVERNO ANGOLANO AMEAÇA ANULAR CONTRATOS COM EMPRESAS QUE FALHEM PRAZOS

As empresas de construção civil com obras iniciadas em 2011 em Luanda devem, até ao primeiro semestre do ano em curso, fazer a entrega das mesmas, sob pena de perderem os contratos rubricados com o governo provincial, afirmou ontem o vice-governador para a área Económica e Produtiva, Miguel Catraio.
A decisão saiu de uma reunião presidida pelo governador Bento Bento, realizada na sede do governo de Luanda, que procedeu à apreciação e ao balanço das obras de impacto social, que devem ficar concluídas no primeiro e segundo trimestre deste ano. Miguel Catraio informou que 95 por cento das obras em execução estão a avançar a bom ritmo e “todas foram pagas”.
O encontro, frisou o vice-governador, também serviu para chamar a atenção das empreiteiras no sentido de compreenderem a necessidade de se impor maior dinamismo na execução das obras, para que os problemas da população sejam solucionados o mais depressa possível. Miguel Catraio sublinhou que as empresas parceiras do governo também têm responsabilidade social. “Essas empresas são muito lucrativas e devem, por isso, colaborar com o governo na solução dos diferentes problemas”, salientou.
No encontro, que teve a duração de quase três horas, participaram cerca de cem empreiteiros, com destaque para a Odebrecht, Mega-África, Teixeira Duarte, Mota Engil e Soares da Costa.

PRESIDENTE ANGOLANO CONFERE POSSE A MEMBROS DO EXECUTIVO

Manuel Domingos Vicente, Job Castelo Capapinha e Joaquim Ventura foram ontem empossados nos cargos de ministro de Estado e da Coordenação Económica, vice-ministro da Juventude e Desportos para a Juventude e secretário de Estado da Energia, respectivamente.
A cerimónia, realizada do Salão Nobre do Palácio Presidencial da Cidade Alta, na presença do Vice-Presidente, Fernando da Piedade Dias dos Santos, ministros de Estado, responsáveis de gabinetes ministeriais e altos funcionários do Gabinete Presidencial, decorreu segundo os habituais actos protocolares: votos de fidelidade à Constituição e à Pátria, e o erguer da taça de champanhe em honra dos novos membros do Executivo.
“Não venho para fazer qualquer discurso, apenas desejar saúde e êxitos [aos novos membros]”, disse o Chefe de Estado, antes de erguer a taça. Ao preterir o discurso, de certo modo esperado, o Presidente José Eduardo dos Santos procurou reiterar a máxima “mais trabalho, menos discursos”, por si enunciada em Outubro de 2008, aquando da investidura do Governo formado após as eleições legislativas. Formado em Engenharia Electrotécnica em 1983, pela Universidade Agostinho Neto, Manuel Vicente, 55 anos, junta-se aos ministros de Estado Carlos Maria Feijó e Hélder Vieira Dias, respectivamente chefe da Casa Civil e da Casa Militar do Presidente da República. O antigo presidente do Conselho de Administração da Sonangol passa a coadjuvar o Presidente da República na Comissão Económica, auxiliando-o na formulação, coordenação, execução e controlo da política do Executivo no domínio económico, com apoio do secretário do Presidente da República para os Assuntos Económicos. Um decreto presidencial recentemente apreciado pelo Conselho de Ministros atribui competência ao ministro de Estado e da Coordenação Económica para coordenar as comissões bilaterais Angola-Brasil, Angola-China, Angola-Cuba e Angola-França.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

UNIVERSIDADE KIMPA VITA ABRE CURSO DE ECONOMIA

A Universidade Kimpa Vita abre, este ano, o curso de Economia para satisfazer a necessidade de formação de quadros ligados ao sector, disse, ontem, no Uíge, a directora-geral da Escola Superior Politécnica.
Maria de Fátima referiu que a iniciativa responde a uma necessidade há muito sentida devido às potencialidades económicas da província.
Até agora, declarou, a escola formava bacharéis em contabilidade e gestão, que procuravam adaptar-se às actividades dos economistas, mas, hoje temos condições para iniciar a formação em economia para responder às necessidades. 
Maria de Fátima lamentou “a exiguidade do orçamento atribuído” e a falta de professores para o curso de engenharia informática, o que, sublinhou, inviabiliza a especialização dos estudantes nas áreas de redes e hardwares.Para minimizar a situação anunciou estar previsto que 12 professores cubanos preencham algumas das vagas. As inscrições terminam amanhã, há mais de 1.300 vagas e os exames de acesso realizam-se a partir de 8 de Fevereiro, disse.Funcionários da escola vão aos municípios a inscrição de candidatos, que posteriormente são submetidos a testes.

HONRAS DO PARLAMENTO ANGOLANO A EKUIKUI IV

O Presidente da Assembleia Nacional rendeu ontem a última homenagem a Augusto Catchitiopololo, Rei do Bailundo Ekuikui IV, falecido no Huambo, a 14 de Janeiro, por doença.
Durante a cerimónia, ocorrida no pavilhão Osvaldo Serra Van-Dúnem, na cidade do Huambo, coube ao deputado Raul Barcelo fazer a leitura da mensagem do líder do Hemiciclo angolano, na qual se referia a Augusto Catchitiopololo como “homem hábil e servidor da causa angolana”. O texto realça ainda o empenho de Augusto Catchitiopololo na “defesa da verdade e da justiça, pelas quais se bateu com denodo e honestidade ao longo das lides parlamentares e no rico percurso da sua vida”.
“Neste momento de profundo pesar, exprimo a total solidariedade dos deputados, funcionários e agentes parlamentares e inclino-me com o maior respeito à memória do deputado e amigo, cuja falta lamentamos e sentiremos nos anos vindouros”, sublinha a mensagem do Presidente da Assembleia Nacional.
No acto, foram lidas outras mensagens, com realce para a do Chefe do Executivo, do Governo Provincial do Huambo, das autoridades tradicionais e do grupo parlamentar do MPLA. Os colegas de bancada de Augusto Catchitiopololo destacaram “os exemplos de coragem, firmeza de princípios, dedicação e espírito patriótico à causa do seu povo e do MPLA”.
A mensagem do Chefe do Executivo dá ênfase ao Rei Ekuikui IV como “depositário das mais nobres tradições do seu povo e possuía um grande sentido de honra e de dignidade, tendo dado um inestimável contributo à conquista da paz e ao processo de reconciliação nacional”.
Além de Paulo Cassoma, as exéquias de Augusto Catchitiopololo tiveram a presença de deputados à Assembleia Nacional, membros da classe política da província, autoridades tradicionais e religiosas, magistrados judiciais e do Ministério Público, representantes das Forças Armadas, da Polícia Nacional e membros da sociedade civil.
Os restos mortais do Rei do Bailundo Ekuikui IV foram, em seguida, transladados para o município do Bailundo, onde foram depositados em câmara ardente no jango do Clube Recreativo, onde também mereceu homenagem por parte dos membros do secretariado do comité municipal do MPLA, da administração local e representantes de partidos políticos com assento parlamentar. A urna com os restos mortais do Rei Ekuikui IV foi entregue mais tarde à corte do Bailundo para dar sequência à cerimónia tradicional na Ombala Mbalundo, depois da missa de corpo presente na Igreja Católica do município do Bailundo. O Jornal de Angola apurou que, cumprido o ritual fúnebre da região, os restos mortais do rei são depositados no monte “Halavala”, na vila do Bailundo, onde jazem os antigos reis do Bailundo.

Augusto Catchitiopololo, Rei Ekuikui IV, nasceu na ombala de Tchinhala, comuna de Luvemba, município do Bailundo, a 25 de Janeiro de 1914. É filho único de Pedro Kapingala e de Nambulu, neto legítimo do Ekuikui II.
O malogrado tinha como habilitações literárias a 4ª classe, feita no Bailundo. Depois de ter vivido a infância bastante dura devido à exploração colonial, ainda adolescente uma das primeiras actividades a que se dedicou foi o comércio nas zonas fronteiriças do território do Huambo e Kwanza-Sul.
Em 1960, Augusto Catchitiopololo foi preso político, tendo sido desterrado para a colónia portuguesa de São Tomé e Príncipe, onde permaneceu durante nove anos. Terminado o tempo de cárcere, voltou à sua terra natal. Foi obrigado a integrar uma comitiva distrital do Huambo, que foi receber o primeiro-ministro português Marcelo Caetano.
Com a intensificação do conflito armado para a independência de Angola, como homem político, mantinha contacto secreto com outros nacionalistas próximos. Após o 25 de Abril de 1974 Augusto Catchitiopololo decidiu abandonar a comuna do Luvemba, instalando-se na sede do município do Bailundo com a sua família e parte do seu povo.
De 1990 a 1992, Augusto Catchitiopololoassumiu o reinado interino do Bailundo, em virtude do rapto do rei Ekuikui III. Nos períodos que se seguiram, foi alvo de perseguições que o obrigaram a refugiar-se na cidade do Huambo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

BARRAGEM DE CAMBAMBE EM REABILITAÇÃO

A Barragem de Cambambe, construída nos anos 50, caminha para um processo de reabilitação e modernização, que salta à vista, pois o trabalho que está a ser realizado por homens e máquinas, num perfeito casamento, corre a grande velocidade.
No terreno, há um movimento revelador de que o trabalho se consolida nos prazos programados. Para já, o projecto de reabilitação, modernização e a construção da segunda central, concretiza-se à medida que o empenho das equipas instaladas no terreno se evidencia.
O trabalho que está a ser desenvolvido desperta a atenção de quem visita a emblemática Barragem de Cambambe. O cenário está recheado de um verde intenso entranhado nas rochas. A paisagem é forte e apelativa.
O director do projecto de reabilitação e modernização da Barragem, Ferreirinha Borges, disse que a ampliação de Cambambe vai dar maior capacidade ao complexo hidroeléctrico, um dos maiores de Angola. 
A primeira central, com quatro grupos geradores, faz parte de “uma pequena cidade subterrânea”, escavada na rocha. O acesso para a central faz-se através de um túnel, igualmente escavado nos rochedos. O túnel é fantástico pelo modo como foi concebido. 
A construção da segunda central de produção abrange obras de construção civil, abertura dos túneis hidráulicos e de restituição, túneis de acesso, condutas de água, cavernas e acabamentos.
A construção da segunda central eléctrica da barragem de Cambambe deve ficar concluída em 2016.

Parede mais alta

A elevação da parede da barragem de 102 para 130 metros, visando um maior aproveitamento do curso das águas do Kwanza, é um dos desafios dos engenheiros que dia e noite trabalham para tornar o projecto possível, numa empreitada que envolve quatro empresas internacionais de peso. 
A brasileira Odebrecht e as empresas alemã Voith, que fornece as turbinas, a francesa Alston, que fornece os geradores e a Engevix, outra brasileira, especializada em engenharia electrotécnica
Cambambe funciona actualmente com quatro grupos geradores, com capacidade de 45 megawatts cada, um dos quais está fora de serviço já há algum tempo, no âmbito do processo de modernização e ampliação da velha central.

Modernização das centrais

Aos poucos, em Cambambe o velho dá lugar ao novo. Este é um processo que vai modernizar a barragem hidroeléctrica e aumentar a sua capacidade, o que garante mais qualidade e fiabilidade. 
No rol de substituições, a velha mesa de comando, com mais de 50 anos, vai ser substituída por uma nova digital. “Todos os equipamentos com mais de 40 anos, vão ser substituídos por novos, para assegurar mais fiabilidade e segurança às nossas operações”, disse à imprensa Ferreirinha Borges. 
Painéis digitais de alta tecnologia vão controlar o desempenho do equipamento, a capacidade e a qualidade de geração de energia. Os velhos painéis, que vão sendo substituídos ainda se encontram lado a lado com os novos. 
Há um claro “chamamento à inovação”. Os 13 transformadores de elevação de tensão dos anos 70 estão a ser substituídos pelos novos. “Pretendemos garantir a fiabilidade e a qualidade da produção de energia eléctrica, evitar interrupções como as que temos nos últimos anos. Muitos fabricantes destes equipamentos, com 50 anos, já não existem”, explicou Ferreirinha Borges.
Por isso, prosseguiu, estamos a modernizar a barragem, substituindo o antigo pelo moderno, para optimizar a geração de energia. Dos 13 transformadores de tensão, um serve de reserva. O transformador é uma máquina capaz de baixar ou elevar a tensão eléctrica através de uma indução electromagnética capaz de transferir energia de um circuito para o outro. 
Outro sector renovado na barragem é a subestação ou linha de transporte, que tem material novo. Na subestação há “uma espécie de diálogo instalado”, um ruído permanente, próprio de um local que produz energia de alta tensão. 
A subestação eléctrica tem três linhas de transporte para Luanda, uma para a Gabela, uma para o Dondo e outra para Calulo. “É a partir desta subestação que fazemos a transferência de energia para outras províncias e municípios”, referiu. A 200 metros do descarregador de águas excedentes (as que não geram energia), vai ser construída uma ponte de serviço para dar acesso aos trabalhos de reabilitação e modernização.

Benefícios do programa

Com a total reabilitação e modernização da barragem de Cambambe, vai ser gerada energia para oito milhões de pessoas. Está prevista a criação de 1.500 postos de trabalho directos. As obras de reabilitação da barragem de Cambambe permitem uma maior disponibilidade de água e energia, o que permite desenvolver um pólo industrial regional, a qualificação de mão-de-obra, através de práticas que favoreçam a aprendizagem e aperfeiçoamento em trabalho.

Disponibilidade de energia

Ferreirinha Borges afirma que há necessidade de aproveitar, ao máximo, o potencial da barragem. Nesta perspectiva, precisou Ferreirinha Borges, a barragem beneficia de um projecto abrangente que inclui o seu alteamento. Com a conclusão do muro, o aproveitamento hidroeléctrico ganha mais 80 megawatts, juntando-se aos anteriores 180, o que eleva a capacidade para 260 megawatts. 
A primeira está numa espécie de “cidade subterrânea”. A que se encontra em construção está a ser concebida para ser uma central a céu aberto. 
Com esta fábrica hidroeléctrica, Cambambe fica muito mais reforçada no que toca à capacidade de geração de energia. Esta segunda infra-estrutura deve contar com quatro grupos geradores, cada um com capacidade para gerar 175 megawatts, o que perfaz 700 megawatts. 
Quando as obras de reabilitação e modernização da primeira central estiverem concluídas e entrar em funcionamento a segunda central, Cambambe vai ter uma capacidade agregada de 960 megawatts, o suficiente para cobrir as necessidades energéticas de oito milhões de pessoas.

Quotidiano dos engenheiros

Os dias de trabalho dos engenheiros são árduos e de permanentes cálculos. “Temos de trabalhar na base de precisão. Qualquer erro de cálculo, por mais ínfimo que seja, pode comprometer a obra”, disse José Araújo à reportagem do Jornal de Angola. 
Gisela Matias faz parte do grupo de engenheiros. A jovem engenheira electromecânica acompanha o processo de modernização de Cambambe. Há dois anos, Gisela Matias tem procurado contribuir para restituir à barragem a sua grandeza.
Gisela Matias e os seus colegas fazem o que mais gostam: trabalhar no campo e confrontar aspectos teóricos e práticos. “Gosto muito do que estou a fazer, é formidável, pois foi para estes desafios que me formei neste ramo. Trabalhar em engenharia electromecânica tem sido muito bom”, realçou.
Alfredo Lupambo, também formado em engenharia electromecânica, tem contribuído com a sua experiência na melhoria do potencial energético do país. 
O jovem engenheiro diz que os problemas que o país tem estado a registar no sector da energia vão ser ultrapassados em virtude do investimento que o Executivo faz no sector.

KUANDO-KUBANGO APOSTA NO FUTURO

O nome por que ficou conhecido o Kuando-Kubango depois do conflito armado, “Terras do fim do Mundo”, deixou de fazer sentido. Nos últimos três anos, o esforço de desenvolvimento da província transformou radicalmente a imagem que hoje possui. Quem a visitou em 2008 tem agora dificuldade em reconhecer os sítios por onde então passou. O progresso está a passar por aqui.
No início de 2008, a província, que foi das mais assoladas pela guerra, tinha apenas um hotel, ocupado por uma equipa de empreiteiros da Odebrecht, uma vez que pensões ou residenciais eram apenas uma miragem. Para o grupo de jornalistas que, em Fevereiro desse ano, visitou o Kuando-Kubango para avaliar no terreno o projecto de Reconstrução Nacional a que o Executivo estava a dar início, nenhuma classificação se adequava tão bem como a dada à província: estávamos, de facto, “nas terras do fim do mundo”.
Durante os 15 dias de trabalho que ali permanecemos, cada um tentou solucionar o seu alojamento conforme pôde. A boa vontade da população permitiu a cada um de nós arranjar um tecto, a maioria de chapa. A escassez de lojas era evidente. Compras só no mercado ou no “Nosso Super”. Se queríamos fazer um mata-bicho razoável, tínhamos de acordar cedo e procurar uma barraca. 
As estradas principais, secundárias e terciárias encontravam-se degradadas. Mesmo dentro de Menongue, as ruas principais estavam todas esburacadas. As estradas que ligam a cidade às restantes províncias encontravam-se em tal estado, que só mesmo em condições de grande necessidade as pessoas se metiam ao caminho. Ir ao Cuito- Cuanavale num todo-o-terreno, por onde nem estrada havia, era um desafio apenas aceite no desespero da sobrevivência.
Volvidos três anos, o cenário é bem diferente. Logo no aeroporto é difícil acreditar naquilo que estamos a ver, ao recordarmos a região desprotegida e cujo futuro quase parecia impossível de imaginar.
As evidências saltam à vista: hotéis, pensões, residenciais, estradas asfaltadas e outras em conclusão. Agora, as lojas para compra de alimentos, vestuário, material didáctico ou de construção, já não se contam pelos dedos. O cliente que quiser comparar preços tem de ter paciência para fazer uma ronda por todas e definir a melhor.
O Kuando-Kubango é um verdadeiro estaleiro de obras. É visível a reabilitação de estradas, a construção de escolas e centros de saúde. Estão a ser criados projectos de cooperativas agrícolas. Em curso está ainda a construção do Palácio da Justiça, de uma unidade de saúde com mais capacidade e a ampliação do Hospital Geral de Menongue. Por inaugurar estão a estação do caminho-de-ferro, centros médicos, estabelecimento de enchimento de gás e escolas.

O comboio está a chegar

A reportagem do Jornal de Angola constatou que também a nível da habitação há avanços significativos. A vice-governadora para a Área Económica, Verónica Mutango, disse que estão a ser construídas 200 casas em todos os municípios da província, no âmbito do programa do Executivo de construção de um milhão de habitações. “Estamos a trabalhar para que a nossa população não tenha problemas de habitabilidade e também para os quadros que vêm trabalhar para a província. Muitos dos quadros do país não aceitam vir para a nossa província por falta de condições de alojamento, mas não queremos ficar para trás no que diz respeito ao progresso, por isso estamos a fazer tudo no sentido de criar condições para as nossas populações”, explicou.
Neste momento, a novidade que está a entusiasmar a população é a chegada do comboio. Com ele, refere Verónica Mutango, chegaram também a melhoria do comércio e preços mais baratos. Estão ainda a ser concluídos os quatro eixos de ligação da província com o Huambo, Bié, Huíla, fronteira da Namíbia e Zâmbia. “A via Menongue/Luanda está em perfeitas condições. Agora estamos a trabalhar para concluirmos a via Menongue/Cuito Cuanavale”, frisou.

Superar dificuldades

Embora com algumas dificuldades, o sector da educação está a cumprir o seu papel, afirma a vice-governadora. Há falta de docentes, “mas acreditamos que com o funcionamento de instituições do ensino superior, vamos ter quadros e evitar o problema dos estudantes que abandonam a província para terminar os seus estudos e depois não voltam mais”.
Ainda existem muitas crianças fora do ensino escolar, mas foi lançado o programa operativo e a prioridade é a construção de 110 escolas. “No próximo ano, já vamos ter escolas com seis e sete salas”, adiantou.
Relativamente à saúde também existem muitas dificuldades. A vice-governadora garantiu que este sector não está de fora das prioridades, antes pelo contrário. Está prevista a construção de centros a nível das comunidades e a cobertura dos serviços básicos de saúde. “No programa de combate à pobreza existe um subprograma relativo aos cuidados primários de saúde. Ainda não temos a situação totalmente controlada, mas estamos a trabalhar para isso”, esclareceu.Verónica Mutango realçou que a província, através dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, está preparada para acudir às populações em qualquer situação que venha a surgir. As instituições hospitalares também estão em alerta no que concerne às doenças que surgem de forma súbita nesta época chuvosa.

Mini-hídricas em perspectiva

O abastecimento de energia eléctrica e de água é um dos mais complicados problemas que o Kuando-Kubango tem de enfrentar. Em Menongue, os cortes de luz são constantes e à noite o som dos geradores toma conta da cidade.
Este problema está superado em parte, disse a vice-governadora, “uma vez que o sector de energia prevê a construção de mini-hídricas, duas das quais projectadas para as zonas do Pele e Missonbo. Tudo isso vai minimizar a situação, até que se tomem outras medidas e que nos dêem a cem por cento energia e água”.
A nível agrícola, está a ser dado apoio às populações para que sejam criadas associações de camponeses e cooperativas. “O que se constata na província é a existência de uma agricultura familiar e de subsistência. Mas nós estamos a trabalhar no sentido de fazer com que haja outros projectos colectivos e que o comércio rural seja amplo.”

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MISS ANGOLA 2012 É DA PROVINCIA DO CUNENE

Marcelina Vahekeny é a Miss Angola 2012, da província do Cunene, substituindo Leila Lopes, a Miss Universo 2011, que teve a honra de entregar a coroa, no sábado passado. A gala, preenchida com muita luz e cor e realizada no Centro de Conferências de Belas, contou com a presença do Presidente da República José Eduardo dos Santo e da Primeira-Dama Ana Paula dos Santos.
Marcelina Vahekeny disputou a coroa de Miss Angola entre 24 candidatas provenientes das 18 províncias do país e da diáspora (Portugal, África do Sul, Namíbia, Canadá, Reino Unido e Benelux).
O concurso elegeu também como primeira-dama de honor a candidata de Luanda, Manuela Agostinho, e a faixa de segunda dama de honor foi atribuída à concorrente da Lunda-Sul, Izilda Silva.
Marcelina Vahekeny, de 21 anos, é estudante universitária do curso de Gestão de Recursos Humanos e vai representar o país no próximo concurso Miss Universo 2012, onde pretende chegar aos lugares cimeiros. “Estou orgulhosa e feliz por ser a primeira concorrente do Cunene a vencer o título de Miss Angola. Agradeço a Deus por me ter dado esta dádiva, penso que esta conquista é fruto da humildade, dedicação e pontualidade, que são as minhas principais qualidades. O meu objectivo agora é trabalhar para obter a melhor classificação possível no Miss Universo”, disse a nova miss Angola.
A substituta de Leila Lopes afirmou que durante o seu mandato vai dar maior prioridade à luta contra a violência doméstica, “porque é um problema que tenho acompanhado de perto e vejo a destruição de muitas famílias, deixando várias crianças órfãs, um fenómeno que tem impedido a convivência salutar da sociedade”, referiu.
A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, um dos membros do júri, considerou que a escolha da nova miss foi feita de acordo com os critérios do Comité Miss Angola, “que definiu a elegância, beleza e inteligência como as principais características e notámos que ela possuía as qualidades exigidas, por isso venceu”. A ex-miss Angola Emília Guardado considerou a gala um grande espectáculo, “acho que a vencedora foi bem escolhida e que tem qualidades suficientes para concorrer ao próximo Miss Universo. As angolanas estão sempre preparadas e já demonstraram que são capazes”.
Emília Guardado foi a primeira concorrente angolana a participar no Miss Universo. “A minha experiência no concurso Miss Universo foi maravilhosa, gostei de lá estar, apesar de ter sido mais difícil para mim, porque fui a primeira angolana a concorrer a esse título. Mas a eleição de Leila Lopes foi a melhor coisa que podia ter acontecido para Angola, porque só fez aumentar a credibilidade do nosso concurso. Pessoalmente, fiquei muito feliz e satisfeita”, disse a ex-miss.

O presidente do Conselho de Administração do Banco de Poupança e Crédito, Paixão Júnior, considerou o concurso competitivo. “Estou convencido que os jurados chegaram ao resultado mais certo. Das três finalistas, já previa que duas haviam de estar, significa que o trabalho do júri foi sério, porque nós apenas vimos a beleza exterior, não aprofundámos, como os jurados fizeram, ao avaliarem as qualidades interiores de cada uma delas. Por isso, acho que todas têm condições para concorrer a Miss Universo”, sublinhou.
O actor brasileiro Eriberto Leão, que fez parte da mesa do júri, considerou que a escolha foi difícil: “Acho que todas elas têm qualidades de voltar a conquistar a coroa de Miss Universo. Foi difícil escolher a vencedora, tanto que até fui dos júris que mais deu nota dez, porque fiquei encantado com a beleza das angolanas”.
A Miss Universo Leila Lopes desejou à sua sucessora sucessos durante o seu reinado, “gostava de ser substituída também por ela no Miss Universo 2012. Acho que ela tem princípios de uma boa Miss, que são a educação, humildade e a pontualidade”.Leila Lopes considerou a coroação do Miss Angola como um marco na sua vida, “o princípio da minha jornada começou quando me tornei Miss Angola, título que significa para mim um grande orgulho, porque é uma honra representar a beleza da mulher angolana.
A coroa da Miss Universo não é apenas minha, mas sim de todos nós, este sonho só foi possível graças ao apoio e empenho de todos, agradeço à Madrinha do Comité, a Primeira-Dama Ana Paula dos Santos”, disse. 
A mais bela do mundo promete continuar a trabalhar para elevar o nome de Angola até ao mais alto nível: “como Miss Universo, prometo elevar o nome de Angola ao mais alto nível possível, demonstrar o desenvolvimento que o país tem almejado, muito obrigada a todos os angolanos”.
A gala, que esteve repleta de elegância e “glamour”, distinguiu ainda a miss fotogenia, a concorrente do Uíge, miss simpatia, da África do Sul e a miss acção social, da Lunda-Sul, que também foi premiada por ser portadora do melhor traje tradicional. A festa contou com a animação dos músicos Matias Damásio e Guy Destino.

COLOCAÇÃO DE ASFALTO NAS RUAS DE ONDJIVA

A aplicação de asfalto nas ruas do bairro Pioneiro Zeca e do centro da cidade de Ondjiva, no Cunene, começa este mês, garantiu um responsável da empresa encarregada das obras, avaliadas em cerca de 38 milhões de kwanzas.
O contrato entre o governo provincial e a empresa que vai executar os trabalhos foi assinado na quinta-feira.
A aplicação do asfalto, que deve estar concluída dentro de oito meses, vai ser levada a cabo nas ruas Miguel Ângelo, Ochietequela, Heróis da Cahama, Agostinho Neto, Rainha Necoto, 8 de Março, ­Deolinda Rodrigues, 4 de Janeiro e da Juventude.
O contrato assinado prevê também a construção de um sistema de ­drenagem das águas da chuva em Ondjiva, onde decorrem várias obras de impacto social.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

GOVE DA LUZ AO HUAMBO

A província do Huambo pode, em breve, começar a receber energia eléctrica a partir da barragem do Gove, afirmou, à Rádio Nacional de Angola, o director de engenharia e gestão de programas da Empresa Nacional de Electricidade (ENE).
As linhas de transporte de energia que ligam as subestações de Belém, do Benfica e da Caála à barragem hidroeléctrica do Gove, disse, devem ficar concluídas até Fevereiro do próximo ano.
Joaquim Boaventura declarou que parte da linha de transporte de energia eléctrica, do Gove à cidade do Huambo, está quase pronta faltando apenas concluir a que liga as cidades do Huambo e do Cuito.
As obras de instalação das redes de baixa e de média tensão e de iluminação pública, na cidade do Huambo, garantiu Joaquim Boaventura, terminam em Agosto.
O director de engenharia e gestão de programas da ENE disse estar satisfeito com a celeridade dos trabalhos de reabilitação das redes de média e baixa tensão e de iluminação pública na cidade do Huambo.

Relançar o desenvolvimento

O projecto de recuperação da barragem do Gove foi aprovado, em sessão do Conselho de Ministros, no final de 2007, com o objectivo de relançar o desenvolvimento social e económico das regiões centro e sul do país. 
A materialização do plano permite igualmente o fornecimento regular de água ao projecto Xangongo-Ondjiva, Santa Clara-Namibe, de energia eléctrica às províncias do Huambo do e Bié, além de contemplar os perímetros irrigados ao longo do rio Cunene.
O projecto de reabilitação da barragem hidroeléctrica do Gove compreende a instalação de três novas turbinas de 20 megawatts cada uma, que permitem abastecer localidades das províncias do Huambo, Bié e de Benguela. Grande parte das torres de distribuição de energia eléctrica necessárias para o percurso que liga o Huambo ao sector do Gove já foram montadas. Além disso, foram desminados mais de meia centena de quilómetros para a instalação das linhas de transporte de energia.

Postos de trabalho

As obras de recuperação da barragem hidroeléctrica do Gove, a cargo de uma multi-nacional estrangeira, criaram cerca de 800 postos de trabalho, na maioria ocupados por jovens da região da Caála, Cuima e Gove, na província planáltica do Huambo. 
A barragem do Gove, na comuna do Cuima, município da Caala, vai potenciar projectos de irrigação agrícola na região. 
A construção da infra-estrutura da barragem do Gove começou a ser feita na década de 1970, mas foi interrompida devido à guerra queassolou o país durante cerca de três décadas.

sábado, 26 de novembro de 2011

PRODUÇÃO DE GAS NATURAL EM ANGOLA

O projecto Angola LNG deve garantir a Angola a entrada no Fórum de Países Exportadores de Gás (GECF, na sigla em inglês), que tem actualmente apenas cinco membros africanos, prevê a Economist Intelligence Unit (EIU) num estudo publicado segunda-feira.
“Embora Angola planeie vários outros pequenos projectos de LNG, é improvável que se torne num exportador global significativo de LNG, dadas as suas reservas relativamente pequenas”, considera o estudo da EIU.
“Apesar disso, a incursão de Angola na GECF ia estimular os esforços do país para desenvolver a sua presença nos palcos regionais e internacionais”, acrescenta o relatório daquele centro de estudosbaseado no Reino Unido.
Com a Sonangol como concessionário e operador, a americana Chevron, a britãnica BP, a francesa Total e a italiana ENI, o projecto está localizado na província do Soyo e inclui um gasoduto de 500 quilómetros, que liga seis blocos no mar (1, 2, 14, 15, 17 e 18) às instalações de liquidificação, a partir de onde o gás é exportado.
Segundo o relatório, o objectivo de produção anual é de 5,2 milhões de toneladas de gás natural, que até agora eram queimadas nos poços petrolíferos angolanos.
Angola prepara-se também para leiloar vários blocos petrolíferos em terra na região do Kwanza, onde a exploração tem conhecido poucos avanços nos últimos 30 anos, segundo a EIU.
Esta foi a primeira região do país onde foi descoberto petróleo, no ano de 1955, mas os trabalhos de exploração foram abandonados no início da década de 1970.

“O Executivo espera que, através da reactivação das actividades de exploração na região, se aproxime do seu objectivo de produção nacional de dois milhões de barris de petróleo por dia”, sublinha a EIU.
A zona está dividida em 23 blocos de 1.024 quilómetros quadrados cada, dos quais apenas um está concessionado - o “A”, entregue à companhia Total (49 por cento) e Sonangol (51 por cento).
Os economistas do centro de estudos britânico dizem que o leilão deve “atrair forte interesse”, devido à resposta positiva dada pelos investidores à ronda de licenciamento no mar realizada em Janeiro e a proximidade da zona a Luanda. 
A Economist Intelligence Unit estima que graças ao início da produção de gás natural em Angola, o crescimento do Produto Interno Bruto angolano vai registar um “impulso significativo” em 2012, para próximo dos dois dígitos.
A produção de gás natural, após um investimento de nove mil milhões de dólares liderado pela Chevron e pela Sonangol, vai iniciar em Dezembro, “vários meses antes do previsto”, e a recente descida dos preços do combustível no principal mercado de exportação, os Estados Unidos da América, está a levar as petrolíferas a voltarem-se também para a Ásia.
Os economistas do Economist Intelligence Unit apontam para um crescimento do Produto Interno bruto de 9,9 por cento em 2012, equivalente a 3,8 pontos percentuais acima do previsto para este ano, após o que deve abrandar para 7,1 por cento em 2013 e 5,6 por cento em 2014.